G5 abre o jogo e declara apoio ao PMDB
Em coletiva realizada ontem pela manhã, PDT, PSDB, PCdoB, PTB e PSC declararam apoio ao PMDB
A briga pela prefeitura no maior município da região extremo oeste terá um duelo entre prefeito e ex-prefeito. Na manhã de ontem, terça-feira, foi selado o acordo entre PMDB, PSD e partidos que compõem o chamado G5 (PDT/PSDB/PCdoB/PTB e PSC) no sentido de apoiar o nome do ex-prefeito João Valar (PMDB) e do empresário e ex-secretário Regional, Wilson Trevisan (PSD), para concorrerem a prefeito e vice, respectivamente. Os últimos dias foram tensos e de muita negociação, nesta semana final que antecede o dia 30, último prazo para a realização das convenções. Portanto, se a configuração do atual quadro se confirmar até o próximo sábado, em São Miguel do Oeste, dois grandes blocos disputarão a prefeitura. Um liderado pelo atual prefeito Nelson Foss da Silva (PT) e o outro por João Valar.
O peemedebista disse que tomou a decisão de voltar a disputar uma eleição motivado por pesquisas, pois, antes disso, ele confessou que seu candidato era João Grando. “Relutei para que fosse ele, mas também devido a conversas com os demais partidos do G5 e o PSD, além do governador, vice, senadores e deputados, senti a segurança necessária para ser candidato a prefeito novamente. Estou preparado, sei como andamos na prefeitura e dos avanços que fizemos de 2011 a 2008. Agora estamos juntos com Trevisan, dando essa arrancada, e atrelados ao G5 vamos somar para fazer acontecer muita coisa que falta”, relata.
Valar revelou, ainda, que o governador e os senadores estarão assinando uma carta de intenções, feita em conjunto com Trevisan, para o Governo do Estado, deputados estaduais, federais e os três senadores, para que assumam um compromisso perante a população de São Miguel. Ele destacou que será firme e estará indo atrás de projetos para desenvolver o município.
Já Wilson Trevisan alegou que foi um conjunto de ações que o levaram a este momento. Ele acredita que, além do PMDB, PSD e G5, possam vir a somar nesse grupo o PSB, o DEM e o PV, totalizando 10 partidos. “Estamos conversando com eles, com o intuito de aglutinar estes partidos e transformarmos São Miguel num município de referência no Estado. Penso que com esta força política temos reais condições de chegar à prefeitura e construir um projeto que a população quer. Às vezes, não sabemos como acertar as coisas, mas, como errar é só não escutar o povo. Nosso único objetivo é melhorar a vida das pessoas e liderar um processo regional de desenvolvimento. Devemos agradecer às pessoas que ajudaram a construir este processo, em especial ao Grando, que abriu mão de um projeto pessoal para construir esta aliança e também a todos os partidos que acreditaram neste projeto”, reiterou.
O presidente do PMDB, João Carlos Grando, enalteceu que esta coligação que está se construindo e deverá ser denominada Unidos por São Miguel do Oeste, é uma demonstração de que este grupo de partidos quer algo melhor. Ele disse que foi um processo delicado, com muito diálogo que conseguiu chegar a uma aliança forte e comprometida com o Plano de Governo. “Todos os partidos poderão opinar, entrarão pela porta da frente e irão juntos ajudar a governar o município. Vamos tentar reunir estes 10 partidos e, numa grande convenção, vamos mostrar que estamos unidos em prol do município”, concluiu.
Para o presidente do PSDB, Everaldo Di Berti, o G5, quando foi criado, tinha a intenção de ficar unido e ir para o mesmo lado. O grupo ouviu propostas tanto do PMDB quanto do PT e de forma unânime optou pela frente liderada pelo PMDB, que tem um projeto onde todos começarão juntos na mesma proporção. “Se fôssemos com o PT seria complicado, pois eles mesmo disseram que a casa estava fechada e teríamos dificuldades. Na proporcional, a princípio estamos juntos com o G5 e temos nossos 18 pré-candidatos. Nosso grupo tem o projeto de eleger pelo menos dois vereadores, mas com a configuração do quadro, os partidos deste bloco devem eleger cinco vereadores com folga”, prevê.
Para o coordenador regional do PDT, que também foi pré-candidato a prefeito, Moacir Fiorini, foi uma longa jornada, onde o PDT havia colocado na mesa o nome de dois pré-candidatos, sendo o seu e do vereador Genésio Colle, além do tucano Adelar Schneider. “Tínhamos a meta de buscar pelo menos o candidato a vice-prefeito, mas as coisas foram se afunilando e fechando algumas possibilidades, em função da participação do PSD. Como não houve abertura do outro lado, o G5 acabou estrangulado e ficando sem a possibilidade de ter um vice. Pensamos numa terceira, mas devido à falta de lideranças, queimaríamos dois nomes para buscar a Câmara. Diante desses fatos, resolvemos buscar o melhor caminho, que é esse. Agora, estaremos apoiando essas candidaturas e seguir fiéis ao G5, trabalharemos com mais garra para eleger dois vereadores nesta composição”, comentou.
Fiorini confessou que nem todos se sentiram contemplados, mas os partidários devem ter hombridade e acatar a decisão tomada pelo partido e pelo grupo. “Ficou um grupo muito forte em se confirmando esses 10 partidos, com reais condições de vencer a corrida para a prefeitura, podendo eleger cinco e até sonhar com seis vereadores”, finaliza.
Praticamente todas as convenções em São Miguel do Oeste serão no próximo sábado, dia 30.
Bloco anunciado ontem, pode chegar a ter 10 partidos coligados
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