Governador Pavan chamou a responsabilidade e quer hospital aberto nesse ano
A decisão da direção do Hospital Casa Vitta de São Miguel do Oeste, que solicitou na última sexta-feira, dia 10, o descredenciamento do SUS (Sistema Único de Saúde), fez aumentar a pressão sobre o Governo do Estado, que acelerou o processo para a escolha da entidade que administrará o empreendimento mais esperado de todo o Extremo-Oeste. Durante a visita na região nesta semana, o governador de Santa Catarina, Leonel Pavan (PSDB), determinou que o processo de finalização da obra e o efetivo funcionamento fossem agilizados. Diante disso, na quinta-feira, dia 16, o secretário Regional em exercício, Everaldo Di Berti, manteve contato telefônico com Tereza Isabel, que é madre superiora da Fundação São Paulo Apóstolo e explicou a situação da obra. De acordo com o secretário, o interesse demonstrado foi grande, e pela grandiosidade e importância da obra, a entidade demonstrou muita honra em fazer parte do processo. ?Essa entidade tem urgência na resolução deste problema. Se fosse por eles, amanhã mesmo se instalariam em São Miguel do Oeste?, revelou o secretário.
Ainda conforme Di Berti, o quanto antes será agendada uma reunião e visita das freiras nas instalações do hospital. ?O governador quer que o hospital entre em funcionamento o quanto antes. É com essa urgência que eu e minha equipe vamos trabalhar para o sonho da população do Extremo-Oeste ser realizado o quanto antes?, finalizou.
Conforme Pavan, é um direito do Casa Vitta pedir descredenciamento do SUS, mas existe um período para isso ser efetivado, pois não é de repente. ?Eles pediram a assinatura consignada do Estado para liberação de um empréstimo. No dia em que eu soube disso, determinei que fosse feito e gostaríamos que o empresário do hospital se sensibilizasse e permanecesse?, disse.
O governador lembrou que estava prevista para o mês de março a inauguração do Hospital Regional, mas ele foi contrário a ela, pois não havia condições de atendimento. ?Iríamos inaugurar o quê??, questiona Pavan, relatando que uma providência rápida é a abertura do pronto-socorro.
De acordo com Pavan, existem duas possibilidades de pôr a obra para funcionar. Uma delas é fazer uma nova licitação junto ao Tribunal de Contas, fazendo tudo como manda a legislação. ?A lei é clara, o hospital já foi licitado e o Estado pagou. Para fazer uma nova licitação, dependemos da concordância do Tribunal de Contas?, diz.
A segunda opção é escolher uma entidade que venha administrar o hospital e o Estado repasse o recurso para a entidade concluir o hospital. ?Mas aqui, também o Tribunal de Contas tem que aprovar. Então não tem saída diante de toda essa confusão. Não quero deixar o governo daqui quatro meses com um processo de inelegibilidade nas costas?, alertou Pavan.
Como após o pedido de descredenciamento, que vale por 30 dias, o Hospital Casa Vitta, por força da legislação, tem obrigação de atender por mais 120 dias (150 dias no total), Pavan acredita que, dentro desse prazo, o Hospital Regional esteja atendendo; caso contrário, será buscado o convênio do SUS com outro hospital.
?Dizem que existem duas entidades com interesse e vou cuidar pessoalmente deste caso, buscando a solução. Dizem que uma é a Universidade de Chapecó e a outra é uma entidade de São Paulo. Também tem uma entidade do Paraná interessada. Quero sair do governo com o hospital aberto?, decretou Pavan.
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