Flagrante: medicamentos são despejados em lixo de construção

Flagrante: medicamentos são despejados em lixo de construção
Folha do Oeste

Diversas embalagens de solução de glicose dentro do prazo de validade ?apareceram? no lixo da última semana

 

Nesta semana, uma situação intrigou membros da Vigilância Sanitária de São Miguel do Oeste - medicamentos foram localizados junto ao lixo de uma construção no centro da cidade. O fato foi denúncia aos órgãos de vigilância pela reportagem do Jornal Folha do Oeste, que esteve no local na última quarta-feira, dia 1º, e constatou a irregularidade - diversas embalagens de Solução Isotônica de Glicose, todas com vencimento somente para 2012 foram despejadas no lixo.
Conforme operários que trabalham nas proximidades, os medicamentos foram vistos pela primeira vez na manhã da quinta-feira, dia 26, juntamente com pedaços de móveis e uma placa de gesso com a inscrição “atendimento”, mas que sumiu do local depois. Ninguém nas proximidades viu alguma atitude suspeita, ou quem teria descartado os produtos em lugar tão impróprio. As mais de 50 embalagens de 100 e 500 ml de uso restrito de hospitais foram simplesmente jogadas em meio a restos de uma construção, lixo esse que seria posteriormente recolhido.
O fato foi comunicado aos ficais da Vigilância Municipal de Saúde pela reportagem do Jornal na quinta-feira, dia 2. Os fiscais estiveram no local e solicitaram a recolha especializada em lixo contaminado da Tucano. No local, a equipe do Folha do Oeste havia localizado e entregou à Vigilância parte de um rótulo, onde consta a empresa fabricante do produto - a Farmace, do Ceará, e o possível comprador, um hospital de Salvador. Uma bula do medicamento também foi localizada.
O funcionário da Vigilância Sanitária de São Miguel do Oeste, Marcelo Vergani informou que ainda nesta sexta-feira, dia 3, entrou em contato com a empresa e informou o fato. Fotos feitas pelo Jornal, informações do rótulo localizado no lixo e demais dados foram encaminhados por e-mail ao representante da empresa na região Sul, com sede em Florianópolis, que se mostrou preocupado com a situação e informou chegada a São Miguel do Oeste na próxima segunda-feira, dia 6, para averiguar a situação. “Não sabemos o que levou a esse descarte irregular, porque todos os medicamentos, a princípio, ainda poderiam ser utilizados, estando dentro do prazo de validade. Agora, vamos trabalhar para identificar os responsáveis. A empresa também ficou bem preocupada com a situação e o envolvimento do nome Farmace em um caso assim. É de interesse deles também descobrir quem fez isso e até mesmo cortar os contratos entre as empresas”, enfatiza.
Vergani explica que independente das circunstâncias, de maneira alguma, os medicamentos deveriam ser descartados de tal forma. “Aqui na região, pelo conhecimento que tenho, a empresa Tucano é a responsável recolha desse lixo, que é considerado hospitalar e tem destino correto. Sempre existem casos de contaminação em situações de descarte irregular, porque todo medicamento é um produto químico que em contato com a natureza pode causar danos”, salienta.

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