Fiscalização aperta cerco nas fronteiras
Novo foco de febre aftosa descoberto no Paraguai deixou defesa sanitária catarinense em alerta
A notícia de um novo foco de febre aftosa descoberto no começo de janeiro novamente no Paraguai, deixou a Cidasc ainda mais em alerta nas barreiras sanitárias nas fronteiras. Como Santa Catarina é o único estado brasileiro conhecido mundialmente como área livre de febre aftosa sem vacinação, a missão é manter esse status, custe o que custar. Conforme o gerente regional da Cidasc, Dandaelei Meneghetti, o trabalho já vinha sendo feito desde o primeiro foco surgido ainda em 2011 e agora, após um novo foco, os trabalhos se intensificaram ainda mais. “Agora inclusive com o auxílio do Exército, os trabalhos seguem mais intensos nas barreiras fixas e móveis. Nossa gerência tem a missão de fiscalizar cerca de 150 km de divisa com a Argentina, além do Paraná e Rio Grande do Sul. Na barreira em Idamar, na BR 163 em Dionísio Cerqueira, 100% dos veículos são desinfectados com um esguicho a base de potássio, que não é nocivo as pessoas e o meio ambiente, mas inibe o vírus da aftosa”, explica o gerente, relatando ainda que, especificamente os veículos procedentes do Paraguai e Mato Grosso do Sul, são vistoriados mais detalhadamente.
Todo e qualquer produto de origem animal, seja carne ou leite está expressamente proibido de entrar em Santa Catarina. Na barreira de Idamar, fiscais relatam que seguidamente apreendem em veículos de passeio, principalmente carnes e queijos, que são destruídos. Meneghetti avisa que esta operação em parceria com o Exército Brasileiro não tem data para acabar.
Ele alerta ainda que dentro do estado, toda e qualquer movimentação de animais precisa ter a GTA (Guia de Trânsito Animal), além do brinco nos bovinos. “Quem for pego sem o GTA e os animais sem brincos, terá seus animais sacrificados e não há indenização para isso. Já quem circular sem a GTA, será multado e os animais devolvidos a origem conforme consta o cadastro na brincagem”, informa.
Meneghetti afirma ainda que todos devem ficar alertas e em caso de uma movimentação suspeita de animais, comunicar imediatamente a Cidasc, para as providências serem tomadas. O gerente comenta ainda, que seria interessante toda a América do Sul se unir e definir estratégias em conjunto para erradicar a doença no continente e assim evitar grandes prejuízos na balança comercial.
Veículos de passeio também são mapeados e têm seus bagageiros vistoriados pela fiscalização
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