COVID-19

Fiesc apoiará industrias no monitoramento

Fiesc apoiará industrias no monitoramento
Filipe Scotti

A indústria ganha um novo aliado no monitoramento do coronavírus com o lançamento do Protocolo Corona, uma solução apresentada pela Fiesc (Federação das Indústrias) ao setor, nesta quarta-feira, dia 27, em live transmitida pelo YouTube. O evento digital integra programação alusiva aos 70 anos da entidade. O objetivo é ajudar a indústria a traçar um plano de ação para reduzir a propagação da doença, com medidas como a adoção de equipamentos e sistemas adequados de proteção dos indivíduos, dos ambientes e da coletividade em geral, além da realização de testes e o monitoramento da saúde por meio de um software.

A solução congrega um conjunto de serviços que visam reforçar o papel das indústrias no enfrentamento do coronavírus. "O Protocolo Corona é uma iniciativa que mobiliza as estruturas do Sesi, do Senai e do IEL para ampliar ainda mais o protagonismo da indústria no combate à disseminação do vírus", frisou o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.  

Segurança na indústria - A gerente de saúde e segurança do Sesi Senai, Sendi Lopes, explicou que as soluções visam blindar a indústria com protocolos de saúde bem definidos, baseados em pesquisas científicas, diagnóstico e adequação dos ambientes, monitoramento diário de sintomas, testes dirigidos, orientações de saúde para o trabalhador e gestão do retorno ao trabalho. "É importante buscar soluções que protejam a transmissão dentro do ambiente, quando temos uma barreira baixa, pouco efetiva, não conseguimos evitar a circulação. No entanto, quando aumentamos o nível de proteção com ações efetivas para o enfrentamento da pandemia, reduzimos a possibilidade de circulação do vírus dentro do ambiente industrial", alertou.

Cada indústria deve adequar o Protocolo dentro da sua realidade, como explicou a engenheira de segurança no trabalho do Sesi Senai, Migliane Réus de Mello. "É preciso garantir a distância de segurança, como por exemplo, nas trocas de turno e no uso dos vestiários. A indústria pode definir um fluxo de entrada e saída, utilizar barreira física e incorporar outros recursos, como a face shield (máscaras de proteção facial), além da máscara que é de uso obrigatório em todo o estado", pontuou. "Além disso, é preciso formalizar os protocolos, as capacitações e todas as ações que a empresa fizer no enfrentamento a essa pandemia, reduzindo a transmissão do vírus e evitando a sobrecarga no sistema de saúde", acrescentou.

A médica do trabalho do Sesi, Patrícia Figueiredo, lembrou que esta é uma doença viral e que o autocuidado das pessoas é fundamental na prevenção da transmissão do vírus. "Vejo como principais pontos críticos dois aspectos: a identificação dos sintomas e quais ações a empresa deve tomar caso seu trabalhador seja um caso suspeito ou confirmado de Covid-19", destacou. "Os contaminados devem ser isolados, assim como as pessoas com quem ele teve contato. A testagem desse público também deve ser priorizada e a vigilância epidemiológica municipal deve ser notificada. A empresa deve continuar a monitorar os afastados por meio da telemedicina e do telemonitoramento. Ao superar a fase de transmissão da doença, ele pode ser integrado novamente", explicou.

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