REGIÃO

Extremo Oeste já sente os efeitos da estiagem

Extremo Oeste já sente os efeitos da estiagem

Em uma AGE (Assembleia Geral Extraordinária) da Ameosc (Associação dos Municípios do Extremo Oeste) os prefeitos dos 19 municípios pertencentes à entidade revelaram a delicada situação que eles enfrentam com a estiagem, que já ultrapassa os 100 dias. A falta de chuvas regulares já ocasiona o desabastecimento de fontes e reservatórios naturais, rios e bebedouros.

Essa irregularidade climática já obriga a maioria dos municípios a fazer o transporte de água para o consumo animal e humano. No caso de São Miguel do Oeste, já são mais de 120 dias se, precipitação regular, somando neste período pouco mais de 140 milímetros, que é pouco mais do que a média mensal. Isso já ocasiona a queda de pelo menos 15% na produção leiteira, o não desenvolvimento das pastagens e alguns pontos sem água no interior.

No município de Iporã do Oeste, fontes e reservatórios já baixaram o nível e duas comunidades precisaram de auxílio do poder público para manter o abastecimento das residências. Na cidade ainda é normal o abastecimento e poucas propriedades do interior necessitaram de apoio. A orientação é de que se mantenha o uso racional. 

São João do Oeste já decretou estado de emergência e transporta mais de 300 mil litros de água por dia para animais e comunidades do interior. O mesmo fez Palma Sola, que em 120 dias não somou mais que 20 milímetros de chuva e soma 20% de quebra no leite, 15% no trigo, além da mortandade de peixes e abastecimento de famílias do interior.

Paraíso, ainda não registrou falta de água, mas reservatórios apresentam baixa nos níveis e a orientação é pelo racionamento. Tunápolis, até agora não registrou casos de maior necessidade, mas o aumento do consumo exige mais do sistema de abastecimento, que faz o recalque da água do Rio Peperi, na linha Raigão Alto. A água passa por três estações até chegar à estação de tratamento, o que onera os cofres públicos. Reservatórios naturais já estão baixos. Orientação também é pela economia.

Em Anchieta entre 10 e 12 famílias já necessitam de abastecimento e na cidade, a Casan capta água de açudes e reservatórios particulares. Bandeirante também já abastece algumas famílias, mas contabiliza perdas em pastagens de alguns pontos do município. Santa Helena, interior já sente a efeitos. Na cidade, há a necessidade do transporte de cerca de 60 mil litros para abastecimento humano. Barra Bonita já abastece propriedades do interior, para consumo humano e animal, cerca de 40 mil litros de água por dia. No Cedro, o abastecimento na cidade está normal, mas alguns produtores de aves, gado de leite e suínos precisam do auxílio. Belmonte também já transporta cerca de 60 mil litros de água e luta pela melhoria da estação de captação da Casan, que abastece às cidades Belmonte e Descanso.

Representantes da Defesa Civil Estadual participaram do encontro e devem marcar visitas aos municípios para avaliar mais profundamente cada caso e emitir os pareceres.

Pacientes recebem alta do tratamento Anterior

Pacientes recebem alta do tratamento

Congresso de Prefeitos reúne gestores em São José Próximo

Congresso de Prefeitos reúne gestores em São José

Deixe seu comentário