Ex-prefeitos terão encontro para debater defesa

No início dos anos 90, mais precisamente no ano de 1993, vários grupos de agricultores de municípios do Extremo-Oeste (São Miguel, Belmonte, Paraíso, Guaraciaba e Santa Helena) adquiriram financiamentos junto a instituições bancárias, para aquisições de tratores de esteiras do programa Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos), buscando alavancar desenvolvimento, melhorias e construções em propriedades. Com o passar do tempo, diversos grupos começaram a enfrentar problemas para a quitação dos débitos e as prefeituras acabaram efetuando pagamentos dos tratores adquiridos em nome de grupos de agricultores.

Esse fato gerou uma Ação Civil Pública por parte do Ministério e, no começo desta semana, foi publicado no Diário Oficial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina a determinação dos então prefeitos Luiz Basso, de São Miguel, Ênio Reckziegel, de Paraíso, Moacir Lazarotto, de Santa Helena, Silvestre Wichoroski, de Belmonte e Remígio Maldaner, de Guaraciaba a ressarcirem integralmente os cofres públicos.

Na época, pelo menos três dos cinco municípios envolvidos, Paraíso, Belmonte e Santa Helena tinham sido recentemente criados, e como as novas prefeituras ainda não tinham uma frota considerável de equipamentos para atender a demanda de pedidos, o Finame foi uma forma de impulsionar o desenvolvimento da agricultura.

Um dos ex-prefeitos procurados pelo Folha do Oeste, Silvestre Wichoroski, disse que, na época, a prefeitura de Belmonte não tinha tratores, então os agricultores fizeram essa compra e a prefeitura ajudou. "Na época, a arrecadação era muito baixa. Os agricultores precisavam de terraplenagens para construção de aviários, chiqueirões e galpões. Com isso, os municípios também cresceram. Era uma temporada de seca e também houve uma pressão geral dos agricultores. Tínhamos alguns casos de agricultores que estavam inclusive passando fome. Vou recorrer dessa decisão", relata.

Existe a possibilidade de, na próxima semana, os cinco ex-prefeitos denunciados pelo Ministério Público fazerem uma reunião e discutir a possibilidade de elaborar uma defesa conjunta.

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