Ex-funcionários demonstram preocupação com pacientes

Ontem os ex-funcionários chamaram a imprensa e falaram sobre a perda dos empregos

Na tarde de ontem, os 27 funcionários demitidos do Hospital Cristo Redentor, interditado pela Vigilância Sanitária na última semana, chamaram alguns representantes da imprensa para se pronunciar sobre o ocorrido.

Os ex-funcionários resolveram, segundo eles, se manifestar pela injustiça realizada com funcionários e pacientes do hospital. Segundo os funcionários \"ninguém se preocupou com as 27 pessoas que perderam seus empregos e nem com a população que precisa desse tipo de atendimento\", esclareceram em nota.

Conforme os demitidos, que devem permanecer por mais 30 dias no hospital, todos sabiam das condições em que eram atendidos os pacientes e que só não sabiam que o hospital estava sem o Alvará Sanitário por mais de seis anos.

Todos os funcionários foram pegos de surpresa no momento da interdição e no dia seguinte estiveram reunidos com a direção que informou que todos seriam demitidos. Segundo eles, os pacientes ficaram desesperados no momento da interdição, que não queriam sair do hospital e alguns até tiveram crises nervosas. \"Eles sempre foram bem tratados, gostavam daqui. Quem vê parece que o hospital estava desabando, que era tudo sujo e não é nada disso\", afirmaram.

Os ex-funcionários, assim como os diretores do hospital, também questionaram a situação de outros hospitais da região, inclusive para aqueles onde os pacientes do ?Cristo? foram transferidos. Segundo eles, alguns destes hospitais ficaram superlotados. \"Só queremos que os responsáveis por isso repensem as questões que foram abordadas, na situação que os pacientes e os familiares destas pessoas ficaram, o estado dos funcionários que acordaram com emprego e foram dormir desempregados. A única coisa que sabemos que essa ação prejudicou os pacientes que precisam de cuidados, os funcionários que precisam de emprego e a população que precisa de atendimento\", enfatizaram.

Sobre a possível cobrança dos pacientes por atendimentos feitos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), os ex-funcionários afirmaram que isso nunca ocorreu e que somente as consultas particulares em consultórios dos médicos eram cobradas.

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