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Estudo monitora febre amarela
Interior de Guaraciaba será a principal área de estudo da pesquisa de mestrado que a bióloga Diana Folmer desenvolverá para obter o grau de mestre em Ciências Ambientais, pela Unochapecó. O projeto tem como principal objetivo o monitoramento da espécie de macaco Alouta caraya, popularmente conhecido como “bugio preto”. No Estado, a espécie encontra-se na lista de animais ameaçados de extinção, na categoria “Criticamente em Extinção”, o que significa dizer que poucos indivíduos ainda restam segundo critérios da UICN (União Internacional de Conservação da Natureza).
A linha Ouro Verde, no interior de Guaraciaba, é um dos poucos lugares onde ainda existe a espécie e, diante disso, a bióloga salienta a importância da preservação e a posição que o município assume. Conforme ela, a proposta da pesquisa atende à necessidade de conhecer o impacto da febre amarela sobre as populações de bugios na área de estudo, visto que esses primatas são importantes indicadores da presença do vírus e, portanto, fundamentais ao monitoramento epidemiológico da doença. Diana destaca que a ocorrência de morte de macacos com suspeita de febre amarela serve como sinalizador para o eventual risco de aparecimento da doença na população humana, possibilitando a investigação epidemiológica e as campanhas de vacinação.
Segundo a bióloga, o município de Guaraciaba está situado em área de transição (onde o vírus circula entre primatas não humanos) para a febre amarela, porém, até o momento, nenhum estudo neste sentido foi realizado com as populações de primatas ali existentes. Ela destaca que os macacos não transmitem a febre amarela, o que ocorre apenas por ação do mosquito Aedes aegypti, sendo que a falta de informação sobre o ciclo de transmissão e o medo da epidemia levaram muitas pessoas a perseguir e matar esses animais. Esta ameaça, somada ao impacto da própria doença e à devastação das matas, tornaram-se o principal motivo de sua quase extinção.
A pesquisa deverá mapear o tamanho e a densidade da população de bugios, determinar o status de conservação e registrar a composição sexo-etária destes animais. A mestranda quer ainda desenvolver um trabalho de sensibilização com os munícipes para a preservação da espécie. O projeto é orientado pela doutora em zoologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Maria), Vanessa Barbisan Fortes. Diana destaca que sua pesquisa está em fase inicial, mas deve ser apresentada até o ano de 2013.
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