Estiagem: cinco cidades em situação de emergência
Em SC, 20 municípios já decretaram emergência pela falta de chuvas
A população de Santa Catarina tem os olhos voltados para o céu neste final de ano e não é a espera dos fogo de reveillon. A expectativa é mesmo por chuva, que não cai no extremo oeste há mais de 50 dias. Os pedidos são para que ela venha em abundância e coroe o início de mais um ano, tirando do sufoco milhares de pessoas que sofrem com as duras e impiedosas consequências de mais uma estiagem.
Mal o verão começou e Santa Catarina já tem 20 municípios em situação de emergência. No extremo oeste, São Miguel do Oeste, Guaraciaba, Anchieta, São José do Cedro e Guarujá do Sul já decretaram a situação de emergência e, se não chover nos próximos dias, a condição tende a piorar. E a previsão do tempo para os próximos dias no Oeste não é das melhores. Segundo o metereologista Leandro Puchalski, a chance de chuva existe, mas de maneira isolada e em poucas cidades da região.
Em São Miguel do Oeste, o prefeito Nelson Foss da Silva afirmou que o decreto situação de emergência se fez necessário pelas inúmeras perdas provocadas pela falta de chuva, além das dificuldades no abastecimento de água, principalmente no interior. Já o levantamento dos prejuízos causados pela falta de chuva, apontou que a maior perda é registrada nas culturas de milho, fumo e na produção de leite. “Considerando somente o milho, milho silagem e o fumo, os prejuízos chegam a R$ 3,6 milhões”, ressaltou o coordenador da Defesa Civil, Moacir Fogolari.
GUARACIABA
O município de Guaraciaba foi o primeiro a decretar situação de emergência, ainda na semana passada. Além dos problemas na agricultura, a água dos animais já é escassa e o abastecimento na cidade também pode ter problemas. Agora, o foco está na abertura de bebedouros para os animais. A Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Guaraciaba orienta os agricultores que o agendamento do serviço deve ser feito na Secretaria de Agricultura, porque a equipe irá até a propriedade fazer a vistoria e o levantamento do local para encaminhar a licença ambiental junto à Fatma. Não será aberto bebedouro sem licença ambiental.
ANCHIETA
No último dia 26, a Administração Municipal de Anchieta decretou situação de emergência. A situação preocupa e prejudica principalmente comunidades do interior.
GUARUJÁ DO SUL
Em Guarujá do Sul, segundo o secretário de Agricultura, Ênio Barichello, os maiores prejuízos são registrados na cultura do milho. “Nas lavouras do grão as perdas chegam aos 40%, e não tem como reverter esta situação”, lamenta. O levantamento realizado pelos agrônomos da Epagri e técnicos da Defesa Civil aponta perdas de 35% na plantação de fumo e mais de 30% na produção leiteira.
SÃO JOSÉ DO CEDRO
O longo período de estiagem resulta aos agricultores de São José do Cedro inúmeros danos e prejuízos. Conforme o secretário de Agricultura e presidente da Defesa Civil de São José do Cedro, Pedrinho Casarin, a comissão municipal da Defesa Civil avaliou nesta semana os efeitos da estiagem e recomendou ao prefeito, Renato Broetto, a decretação da situação de emergência. De com acordo com Casarin, milho teve uma perda aproximada de 40%, o leite 25%, o fumo 30% e os hortifrutis 40%. Casarin destaca que se a estiagem permanecer, os prejuízos podem aumentar.
BELMONTE
O setor de Obras e Urbanismo está realizando o socorro as propriedades rurais que tem falta de água. De acordo com o secretário Lenoir Koslóski, são cerca de 30 mil litros dia que são transportados para o interior. Segundo ele, até agora, a prefeitura tem conseguido atender a demanda. Koslóski alerta para os agricultores racionarem o máximo possível de água, pois o líquido está sendo retirado das fontes cedidas à prefeitura e a preocupação é que pode acabar. Conforme ele, se a prefeitura tiver que pegar água da Casan, poderá ser cobrado.
DESCANSO
Os membros da Defesa Civil de Descanso voltaram a se reunir na última quarta-feira, dia 28, e por causa da estiagem que atinge o município, elaboraram um ofício solicitando ao prefeito, Sadi Bonamigo, que decrete situação de emergência. Segundo o presidente, Paulo César Busnello, a falta de chuvas ocasionou perdas significativas na produção de grãos, vitinicultura e produção de leite, representando prejuízos de aproximadamente R$ 9,4 milhões. Em análise realizada pelos representantes da Comissão, se estima perdas significativas nas seguintes produtividades: milho/grãos (50%), milho para silagem (30%); soja e fumo (10%), vitinicultura (15%) e leite (25%). O prefeito, que está em Brasília, tem retorno previsto sexta-feira, dia 30. Até o fechamento da edição, a administração não havia decretado situação de emergência.
Na agricultura, a safra de milho é a mais prejudicada. Em SMOeste, perda chega a 30%
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