Estiagem amarga perdas superiores a R$ 400 milhões no campo
Relatório da Defesa Civil aponta que mais de 65 municípios decretaram situação de emergência. Cerca de 420 mil pessoas sentem os efeitos da falta d?água
A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca divulgou informações dos levantamentos feitos pelos técnicos da Epagri e secretarias de agricultura das cidades afetadas pela estiagem no Estado. Nos 22 municípios que integram as SDR (Secretarias de Desenvolvimento Regional) de Maravilha e Palmitos, as perdas nas culturas de milho, fumo, feijão, soja e leite chegam a R$ 94 milhões. O secretário adjunto da Agricultura, Airton Spies, explica que as perdas são maiores ainda nos municípios do extremo oeste, o que eleva as estimativas de perdas totais no campo em Santa Catarina para mais de R$ 400 milhões. Esse montante inclui estimativas de perdas para todas as culturas e criações agropecuárias e ainda não é definitivo, pois a estiagem vem se agravando. Spies esclarece que na última semana, o Cepa (Centro de Sócio Economia e Planejamento Agrícola da Epagri) havia divulgado que os prejuízos com as estiagem estavam estimados em R$ 166 milhões, porém esse montante se referia apenas a quatro produtos agrícolas - milho, feijão, soja e leite.
“Esses números não refletiam os prejuízos de toda a agropecuária catarinense, pois diversas outras atividades econômicas também vêm sofrendo perdas, como a pecuária de corte, fruticultura, hortaliças, piscicultura de água doce, fumo e agroindústrias familiares que têm redução de disponibilidade de matérias primas”, afirma o secretário adjunto.
No final da semana passada o governo estadual anunciou a liberação de R$ 1,25 milhões que será destinado aos municípios em estado de emergência, para apoiar no transporte de água, contratação de serviços de máquinas para silagem, alimentação do gado e perfuração de poços artesianos.
Um dos últimos balanços do Banco do Brasil, apontava que 1140 agricultores haviam solicitado o auxílio do Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária). A Secretaria de Agricultura e da Pesca, a Defesa Civil e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento orientam os produtores rurais em relação ao combate à seca, aos programas do governo e a prazos e documentos para obtenção de auxílio.
Os técnicos informaram que será analisada também a possibilidade de renegociação de dívidas e aumento do limite de endividamento dos agricultores.
Extremo oeste catarinense teve na cultura do milho as maiores perdas em função da estiagem
Mais sobre:









Deixe seu comentário