GENÉTICA DE QUALIDADE

Estado exportará terneiros vivos

Estado exportará terneiros vivos
Arquivo Folha do Oeste

Lideranças da Faesc afirmam que a exportação é fruto da conquista internacional do status de área livre de aftosa sem vacinação, o que elevará a renda dos produtores

Para o próximo dia 28 deste mês, está previsto o embarque de 4.100 animais no Porto de Imbituba, com destino a Turquia, onde serão terminados em processo de engorda e abatidos para produção de carne. O processo para a exportação de terneiros vivos para a Europa iniciou em 2011 e é articulado pela Faesc (Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina).
De acordo com o presidente da Faesc, José Zeferino Pedroso, esta é a primeira exportação catarinense de carga viva. Ele revela que a remuneração ao produtor rural é da ordem de R$ 7 ao quilo de animal vivo, o que gira em torno de R$ 1.400 por cabeça.
Apesar de Santa Catarina não ser autossuficiente na produção de carne bovina, Pedroso salienta que se trata de um negócio pioneiro para a agropecuária catarinense. "O rebanho bovino catarinense está totalmente integrado ao mais avançado sistema de controle sanitário que utiliza brincos para monitoramento de animais de corte e leite", destaca.
Todos os animais estão alojados na ZPE (zona de processamento de exportações) construída pelos empresários da Itália, sob concessão do governo catarinense, no Porto de Imbituba, onde cumprem quarentena obrigatória de 21 dias. 
Por sua vez o vice-presidente da Faesc e presidente da Cidasc, Enori Barbieri revelou que após a efetivação deste embarque, imediatamente será iniciada a preparação de um segundo lote com mais cinco mil terneiros para o mesmo destino.

 

SAIBA MAIS

Esses terneiros foram adquiridos por um consórcio empresarial italiano diretamente nas propriedades rurais e em feiras regionais. Eles têm idade entre seis e oito meses, pesam em média 200 kg e são de raças europeias, especialmente Charolês e Limousin. A transação representa negócio da ordem de R$ 5,7 milhões.

 

REGIÃO TEM CRIADORES EM CONDIÇÕES

O presidente da ACBEOSC (Associação dos Criadores de Bovinos do Extremo Oeste), Joacir Montagna, revelou que criadores da região se encaixariam na exportação de terneiros, pois produzem animais com genética europeia, que são mais calmos, tranquilos e suportariam a viagem de navio, como por exemplo das raças charolesa, angus, hereford entre outros. "Porém tudo depende da iniciativa de cada um. Nos remates de gado que promovemos, é possível ver muitos animais de qualidade que se encaixariam nas exigências", comenta.
Por outro lado, Montagna destaca que Santa Catarina é carente de bovinos. "Não produzimos nem 60% do que consumimos. Esta exportação tende a deixar os preços mais significativos e isso é bom para os produtores", comenta.
Neste ano a entidade já realizou dois remates e no total foram comercializados um total de 1.100 animais.

 

 

 

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