Espaço aberto à população regional
Em sete meses, mais de 90 pessoas foram acolhidas na Casa de Apoio em SMOeste
Não importa o sexo, a idade ou a cor, todo mundo é bem-vindo à Casa de Apoio, fundada com o objetivo de acolher pacientes e acompanhantes de pacientes internados para tratamento no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste. Localizada na Rua 21 de abril, no bairro São Gotardo, a 300 metros do Hospital Regional, a Casa de Apoio, alugada pelo Instituto Terezinha Gaio Basso, tem capacidade para abrigar 27 pessoas. Sendo 12 leitos para homens e 15 para mulheres. Mobiliada com auxílio e doações da comunidade local, a Casa de Apoio oferece serviço gratuito de atendimento à população regional.
A história da criação do espaço iniciou ainda em 2009. Após ficarem hospedadas na Associação Amigos do Oeste (espaço semelhante à Casa de Apoio), enquanto acompanhavam a mãe em tratamento de saúde, as irmãs Idineide e Rozélia retornaram a SMOeste com uma ideia em mente, a de implantar um espaço semelhante para beneficiar também os moradores da região, após a instalação do Hospital Regional. Para isso, no início de 2010, foram mobilizadas lideranças dos diversos bairros e do centro de SMOeste, e em um dos encontros foi fundado o Instituto Terezinha Gaio Basso, com o objetivo de implantar a Casa de Apoio. O nome foi escolhido em homenagem à solidária e ex-primeira dama, Terezinha Gaio Basso (In Memoriam).
Passados sete meses de atendimento, a presidente da entidade, Rozélia Rita de Siqueira, revela a atual situação da Casa. Segundo ela, de 10 de fevereiro de 2011 (início do funcionamento) a 10 de setembro foram registrados atendimentos a 93 pessoas moradoras de diversos municípios, inclusive cidades pertencentes a outras regiões. Até o momento, foram acolhidos moradores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiânia e até mesmo da Argentina. Segundo a presidente, atualmente, a Casa de Apoio conta com nove voluntários, equipe de diretoria e demais pessoas que se prontificam a auxiliar nos serviços prestados. “Agradecemos a todos os colaboradores, inclusive as entidades sociais que estão doando alimentos, bem como algumas pessoas e empresas que também estão auxiliando na manutenção da conta de água e luz em dia. Agradecemos ainda a colaboração especial dos tradicionalistas, que já anunciaram apoio financeiro à entidade”, destaca. O Instituto Terezinha Gaio Basso também firmou parceria com o banco Sicoob, para que as pessoas possam fazer doações via boleto bancário, a partir dos próximos dias.
Porém, uma grande preocupação da equipe da diretoria, que se dedica a acolher a comunidade regional oferecendo alimentação e hospedagem gratuita, é com a questão financeira da Casa, que já está com sete meses de atraso no aluguel. Os custos da casa de apoio giram em torno de R$ 1.100 mensais, com aluguel, água e luz. “Estamos aguardando e contamos com apoio e colaboração financeira dos 19 municípios pertencentes à Ameosc (Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina), pois os cidadãos destes municípios são os que mais necessitam do atendimento da Casa de Apoio. No entanto, caso os prefeitos não se sensibilizem em fazer sua parte, o atendimento da Casa ficará comprometido”, enfatiza a presidente, que deixa claro o descontentamento neste sentido, pois destaca que já procurou a Ameosc juntamente com a diretoria por quatro vezes, não obtendo nenhum resultado positivo. Segundo o secretário executivo da Associação, Airton Fontana, este ano o orçamento não tem planejamento para repassar recursos, porém, não foi descartada outra possibilidade de auxiliar a entidade
Até o momento, mais de 180 pessoas colaboraram com o funcionamento da Casa, por meio de doações, que vão desde alimentos, móveis, objetos, a serviços prestados. “Esta Casa não tem cor partidária e também não cobramos sequer um centavo das pessoas acolhidas. É um serviço solidário a favor de toda uma região. Hoje, ao ver a Casa toda estruturada e o bom atendimento prestado à comunidade, podemos afirmar que todo o esforço valeu a pena”, afirma Rozélia. De acordo com a presidente, o próximo passo da diretoria será, além de dar continuidade aos serviços prestados, transformar o Instituto em Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), via Câmara de Vereadores, para buscar recursos por meio de grandes projetos.
Para garantir que o funcionamento da Casa ocorra de maneira organizada, algumas regras foram estabelecidas. O almoço é feito de maneira conjunta, as roupas de camas devem ser levadas por cada integrante para utilização pessoal. A limpeza destas peças e das roupas pessoais devem ser feita pelo ocupante da casa. Além disso, é solicitada a manutenção e cuidados com a organização da residência. A alimentação é oferecida pela Casa de Apoio. Quem tem interesse em colaborar com o Instituto Teresinha Gaio Basso, pode entrar em contato pelo telefone 8834 9329. As doações, financeiras e de alimentos não perecíveis, podem ser entregues diretamente na casa, que fica próxima ao hospital Regional em São Miguel do Oeste.
PROMOÇÃO
Com o objetivo de auxiliar a Casa de Apoio em seu funcionamento, por meio da arrecadação de alimentos e recursos, as acadêmicas do 6º período de Administração da Unoesc - SMOeste: Ketelin Giovenardi e Taysa Jaroseski promovem no próximo dia 1º de outubro um show beneficente. O evento será realizado no Parque de Exposições Rineu Gransotto, a partir das 22h, com a apresentação de Eduardo Gustavo, mais o DJ Felipe. O ingresso está sendo comercializado a R$ 5,00, mais um quilo de alimento não perecível.
Mais sobre:









Deixe seu comentário