Epagri capacita técnicos em agroecologia

Feiras ecológicas podem incentivar o consumo desses alimentos

Cerca de 80 técnicos da Epagri e do Micro-bacias 2 de São Miguel do Oeste e municípios da região participaram, nas quartas-feiras 8 e 15, de um curso de capacitação em Agroecologia. O curso foi dividido em duas etapas, com a parte teórica de manhã, tratando de experiências de municípios e à tarde sendo voltada à parte prática. Depois, os técnicos retornaram à sala para fazer uma avaliação e definir como as atividades iriam ser aplicadas em cada município.             O extensionista da Epagri de Bandeirante, José Clovis Moreira, destaca que durante o curso foi possível aprender, por exemplo, como utilizar um biofertilizante, em vez de usar adubo químico, o que é feito com produtos naturais, como controlar berne e carrapato com produtos naturais, entre outras atividades práticas que podem ser aplicadas no meio rural de maneira sustentável. “A partir de agora eles voltam para os municípios e conforme a demanda existente por parte dos agricultores eles ensinam. A ideia é de que o que se aprende aqui seja aplicado em seu município na medida do possível”, explica.

            O coordenador do grupo de agroecologia da Epagri de São Miguel do Oeste, Ivan José Canci, frisa que é importante que os agricultores adotem essas técnicas em suas propriedades.         “A sociedade demanda produtos alimentícios oriundos da agricultura ecológica. Pesquisas realizadas tanto no Estado como fora revelam que mais de 70% preferem produtos sem agrotóxicos. Por isso o agricultor tem que recuperar esse conhecimento do passado aliando ao conhecimento técnico presente que evoluiu e, com certeza, partir aos poucos para sistemas de agricultura sustentáveis que preservem a vida, a própria saúde deles. Expe-riências provam que a agricultura ecológica é possível viável econômica, social e ambientalmente”, enfatiza.

            Canci ressalta que o objetivo da Epagri é justamente incentivar a utilização de alimentos ecológicos. “O que estamos fazendo aos poucos é recuperar a “agricultura de ser agricultor”, ou seja, de observar o solo, as plantas, de ele perceber que existem outras formas de controlar pragas, outras maneiras de fertilizar e não somente a forma tradicional que tanto tem empobrecido o agricultor, o solo e gerado problemas ambientais e de saúde. Por isso pretendemos discutir com a administração e lideranças para implementar de sete a 10 feiras orgânicas na cidade de São Miguel do Oeste, a fim de proporcionar a opção para que os consumidores tenham um alimento diversificado e um alimento saudável a preço de mercado”, adianta.

 

 

 

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