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Epagri apresenta relatório de ações realizadas em 2010
Também foram abordados assuntos referentes aos trabalhos a serem desenvolvidos a partir de janeiro
A Epagri apresentou, na manhã desta sexta-feira, dia 3, no salão nobre da prefeitura de São Miguel do Oeste, relatório das principais atividades desenvolvidas durante o ano de 2010. No encontro, que teve a participação de aproximadamente 30 pessoas, também foi explanado alguns dos projetos a serem colocados em prática no ano que vem. Além disso, apontaram críticas, emitiram sugestões e elogios a respeito dos trabalhos passados e futuros.
Conforme o extensionista da Epagri de São Miguel do Oeste, Valmir Kretschmer, a partir de 2011 iniciam os trabalhos para a elaboração de projetos focados no Programa SC Rural, do Governo do Estado. "É um programa que disponibilizará U$ 189 milhões, onde, U$ 90 milhões são provenientes do Banco Mundial", explica.
Segundo Kretschmer, objetivo é melhorar a competitividade do setor agropecuário, a gestão de recursos hídricos e o aprimoramento de forma sustentável de políticas, instituições, fundos de incentivos governamentais e ações relacionadas ao desenvolvimento rural com o foco nos agricultores familiares. "Muitos se confundem e pensam que competitividade é um agricultor competir com o outro. Na realidade o que se tem aqui é a competitividade de mercado, com foco na renda dessas famílias", esclarece. O programa SC Rural tem validade inicial de seis anos com possibilidade de estendê-lo em mais dois anos.
Para o prefeito de São Miguel do Oeste, Nelson Foss da Silva, que, por meio da Secretaria de Agricultura, colabora na execução de alguns projetos em parceria com a Epagri, "todo o programa de apoio é importante, é bem-vindo", ressalta. "O problema é, que hoje, há uma grande questão que dificulta a agregação de valores na renda do agricultor. É a lei de inspeção", comenta. "Precisamos de uma lei de inspeção diferenciada para as nossas pequenas indústrias, adequadas à nossa realidade", reforça.
Na visão do prefeito, os agricultores estão desmotivados. "Trabalho nisso há mais de 20 anos e sei que tudo esbarra na burocracia. Percebo que nossos produtores não querem mais participar dos projetos. Então me parece que este debate ficou para trás", opina. "Mas não podemos desistir. Não vamos desistir", arremata. De acordo com Kretschmer, a lei de inspeção dificulta a o sucesso da realização de alguns projetos. Contudo, segundo ele, a Epagri, a prefeitura, os sindicatos e a sociedade devem buscar formas de contribuir com a agricultura familiar.
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