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Entrevista com presidentes do Sindicato dos Produtores Rurais e ACBEOSC
As duas entidades trabalham em conjunto para o desenvolvimento do agronegócio regional
Com o fim das atividades respectivas ao ano de 2012, os presidentes do Sindicato dos Produtores Rurais e da ACBOESC (Associação dos Criadores de Bovinos do Extremo Oeste de Santa Catarina) Adair José Teixeira e José Milani Filho respectivamente, concederam nesta semana, entrevista ao Folha do Oeste, onde destacaram assuntos variados e pertinentes ao agronegócio na região extremo oeste. Confira a seguir o que disseram os entrevistados - nesta página você confere a entrevista de Adair José Teixeira e na página seguinte está a entrevista de José Milani Filho.
Desde 29 de agosto, Adair José Teixeira assumiu interinamente, no lugar de Astor Kist, a presidência do Sindicato dos Produtores Rurais. Há quatro meses no cargo, ele destacou quais foram as principais atividades realizadas no período e quais as metas estipuladas do Sindicato para o próximo ano.
O senhor foi eleito na chapa de Astor Kist como vice-presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, mas há quatro meses está como presidente interino, por qual razão assumiu?
Teixeira: Na verdade o Astor não teria tempo integral para se dedicar ao Sindicato, por isso aceitei a proposta e decidi dar continuidade aos trabalhos. O Astor é uma pessoa muito ocupada, envolvido com vários projetos, então pediu para que eu assumisse a presidência do Sindicato para auxiliar nas metas propostas. Ficarei respondendo e representando os sindicalistas até 2014, quando termina o mandato.
Como está sendo presidir o Sindicato?
Teixeira: No começo foi difícil, porque sou um produtor rural tenho minhas atividades, mas sempre fui ligado ao sistema sindicalista. Desde 1982 que sou sócio do Sindicado dos Produtores Rurais, e fiz parte da diretoria em outras ocasiões, então tenho uma certa experiência. Mas foi muito difícil me desligar da minha propriedade. Agora, com planejamento estou conseguindo conciliar as duas atividades.
Desde que assumiu qual a principal meta de trabalho estabelecida?
Teixeira: Estamos focando em prestar um bom trabalho aos associados. Nosso primeiro e principal objetivo é aumentar o número de associados efetivos, resgatando aqueles que saíram do Sindicato ou pararam de pagar seus anuais por algum motivo. Queremos prestar um bom serviço para eles, defendendo a classe, juntamente com o apoio do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e da Faesc (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina).
Que atividades e trabalhos merecem ser destacados até o momento?
Teixeira: Neste ano fizemos inúmeros cursos profissionalizantes chamados de FPR (Formação Profissional Rural). Foram 155 no total, e em torno de 24 cursos de PS (Promoção Social). À pedido da presidência da República e do Senar nós também iniciamos atividades com cursos Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). Em Romelândia e Guaraciaba já estão sendo realizados cursos de bovinocultura de leite, que são destinados a jovens, depois desta formação eles garantem uma qualificação que acaba sendo um meio de manter os jovens no campo, tornando-os sucessores das propriedades.
Atualmente quantos municípios fazem parte do Sindicato? E como está o quadro de sócios?
Teixeira: Temos extensão em cinco municípios: Bandeirante, Barra Bonita, Guaraciaba, Romelândia e São Miguel do Oeste. Mas trabalhamos também com: Flor do Sertão, São Miguel da Boa Vista, Iraceminha, Santa Helena, Belmonte e Descanso. Temos em torno de 700 associados, mas os que estão em dia com o Sindicato são cerca de 350, mais ou menos a metade. Queremos fortemente, trabalhar em cima desses números para resgatar os que se desligaram momentaneamente.
De que forma pretende fazer isso?
Teixeira: Desempenhando um bom trabalho e defendendo a categoria, porque quanto mais os produtores se unirem em torno do Sindicato, mais força eles terão politicamente e também nas suas atividades práticas. Atualmente estamos bem representados, temos bastante respaldo em Florianópolis e em Brasília. Nós trabalhamos em silêncio, mas conseguimos muita coisa, temos uma equipe forte, quando precisamos nos reunir contamos com a força de cerca de 120 sindicatos em Santa Catarina, que juntos conquistam muita coisa em prol dos agricultores. Essa força também tem uma parcela grande do Senar, Faesc e da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), estamos bem representados perante o agronegócio catarinense.
E para os próximos anos, quais são as metas do Sindicato?
Teixeira: Continuar realizando cursos de formação. A partir de 2013, mais um curso do Pronatec inicia em Bandeirante. Será sobre equideocultura que cuida da criação de cavalos tanto para esporte, lazer, como demais serviços. Para os próximos anos esperamos ações claras do governo em alguns pontos importantes, acho que falta uma política séria, porque podemos perceber atualmente essa questão da falta de milho. Vimos que o governo não esta preparado logisticamente, e isso complicou muito a vida do produtor. Muitos setores quebraram para que depois o governo tomasse alguma medida, não tem uma política de garantia. Para o ano que vem, também estaremos com uma atividade de orientação no ramo da piscicultura muito forte, contratamos uma pessoa formada em agronomia que fará projetos para os piscicultores, dando assistência a eles, muitos inclusive, já nos procuraram para agendamento.
Que avaliação o senhor pode fazer sobre o setor agrícola neste ano de 2012?
Teixeira: Passamos por secas dificultosas, e isso nos últimos três anos, vejo que a preocupação com os produtores ainda é grande, já que a dívida dos bancos só pode ser paga com produção, se não tem produção fica difícil e a seca impediu muito que produzissem. O setor agrícola ainda está bastante endividado na nossa região. Principalmente os pequenos, a suinocultura é um exemplo disso. Na minha opinião, o governo deixou a desejar muito com esses criadores. O setor das aves também ficou meio abandonado, e continua sendo controlado por grandes produtores. Se formos analisar, o agronegócio deixou bastante a desejar nesses três anos. O setor de gado, tanto de pasto, quanto de leite, é visto como promissor, porque é possível deixar o animal no pasto que dificilmente dará despesas. E é um setor que ainda está na mão dos produtores.
Mesmo com o corte das exportações de carne para o Japão?
Teixeira: Na verdade se espera para frente que o setor de gado de corte de uma reduzida sim, e isso por causa da comprovação da presença do agente causador do mal da vaca louca em um animal morto em 2010 no Paraná. O Japão já cortou exportações. Por outro lado, isso vai fazer com que a carne baixe para o consumidor. Mas como diminui a exportação, acaba sendo complicado para os produtores, esperamos que o governo tome uma medida quanto a isso. Na questão do leite é mais garantido o retorno.
Confira a entrevista com o presidete da ACBEOSC
Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, Adair José Teixeira
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