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Engenharia Civil: um mercado potencial na região
Durante aula magna do Curso, foram destacados os desafios e o futuro da profissão
Devido à grande demanda e à falta de profissionais qualificados, a Unoesc campus de São Miguel do Oeste implantou no início deste ano o Curso de Graduação em Engenharia Civil. Sob a coordenação do professor Loivo Bertoldi, o curso objetiva formar profissionais que, através do exercício da profissão nas suas diversas vertentes técnicas, contribuam para a solução de problemas da sociedade e para seu desenvolvimento de forma sustentada, tendo em foco a qualidade de vida das pessoas, as questões ambientais, a gestão dos recursos naturais e a conservação do patrimônio histórico e cultural.
Para marcar de maneira oficial a existência desta nova graduação na Universidade, na noite desta quarta-feira, dia 13, foi promovida, no auditório do campus SMOeste, a Aula Magna do Curso de Engenharia Civil. O evento contou com a presença de estudantes, pais, professores, profissionais da área, bem como de lideranças locais.
Conforme o coordenador, por meio do vestibular, estão matriculados no curso, que tem duração de cinco anos, 80 alunos, sendo que 50 já iniciaram as atividades e os outros 30 iniciam as aulas no segundo semestre. Segundo Bertoldi, novas vagas para Engenharia Civil serão disponibilizadas somente no ano de 2013. “Os investimentos no curso estão todos planejados. No próximo ano, haverá um grande investimento em laboratórios. Com certeza, é um curso que veio para ficar”, revela o coordenador, satisfeito com a procura e o andamento das atividades neste primeiro semestre.
MERCADO DE TRABALHO
Durante aula magna, os participantes conferiram uma palestra com o tema “O Mercado de Trabalho e o Futuro da Engenharia Civil”, ministrada pelo engenheiro civil Joel Krüger, coordenador do curso de Engenharia Civil da PUC/PR e presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná. De acordo com ele, vive-se uma situação bastante interessante em nível de Brasil, favorável para a engenharia civil e suas áreas: construção civil, transportes, saneamento, energias, e isso abre uma oportunidade muito grande. “Devemos ter, até 2020, a necessidade de quase um milhão de engenheiros no mercado de trabalho; hoje temos cerca de 400 mil. Temos que formar quase 600 mil profissionais em oito anos, mas a média de engenheiros formados por ano é de apenas 50 mil. Desta forma, ainda vai faltar profissionais, visto que é um grande mercado à disposição. É uma oportunidade única na história do país, que é um mercado seguro e contínuo para as próximas décadas”, avalia Krüger.
Engenheiro civil há 28 anos, ele enfatiza que este é o melhor momento para a área, Cem que diversas oportunidades estão surgindo, e em todo o Brasil. Contudo, segundo ele, os acadêmicos do curso precisam entender que o Curso de Engenharia não vai durar somente os cinco anos, mas a vida toda. “O profissional vai ter que estar sempre se adaptando, exercitando, estudando, durante toda a vida profissional. De acordo com ele, em segundo lugar, o engenheiro precisa estar adaptado a um mercado que muda constantemente por ser muito competitivo. “É preciso estar focado na inovação, no conhecimento tecnológico, nas mudanças de paradigmas que ocorrem muito rapidamente, é necessário estar adaptado a tudo isso. Esses cinco anos de faculdade devem ser os primeiros de uma vida inteira de estudos”, orientou o profissional aos acadêmicos.
Krüger salienta que o engenheiro precisa, além de construir, de se dedicar à manutenção de suas obras. “Na Inglaterra, 99% da ocupação dos profissionais da engenharia civil é na conservação e restauração de edificações antigas. Outra questão importante aos profissionais da área, é que no Brasil hoje faltam, em termos de habitação, em torno de 10 milhões de moradias. A pretensão do Programa Minha Casa Minha Vida é de construir um milhão de casas por ano, mas não está conseguindo atingir esse percentual. Com isso, levaria 10 anos para atender somente este mercado no Brasil. Não é preciso temer e ter qualquer preocupação com a falta de trabalho nesta área. O grande desafio que coloco é que o profissional engenheiro esteja adaptado às inovações, aprendendo todo dia e observando a necessidade e o que a região precisa. Os que as pessoas veem como dificuldades, o engenheiro precisa ver como oportunidade”, acrescenta.
Coordenador destaca que por meio do vestibular, estão matriculados no curso, 80 alunos
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