Encontro inicia discussão sobre implantação da Apae

Participantes traçaram metas para a implantação da escola

Na última quarta-feira, dia 6, foi promovido um encontro no gabinete do prefeito de Tunápolis, Enoí Scherer (PT), com o objetivo de iniciar a discussão sobre a implantação de uma Escola de Educação Especial no município. A reunião contou com a presença do prefeito de Santa Helena, Gilberto Giordano e do vice Vilson Oro, enquanto a Secretaria de Desenvolvimento Regional de Itapiranga esteve representada pelo secretário Jorge Welter e pelo integrador de Educação Especial, Sebastião Froes. Também participaram desta reunião inicial, secretários, professores e o representante da Federação das Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Santa Catarina, Ilandir de Barros Lima.

Welter destacou que a secretaria está disposta a firmar parcerias para implantar uma Escola de Educação Especial que atenda, exclusivamente, a alunos de Tunápolis e Santa Helena. O secretário lembrou que os dois municípios já desenvolvem parcerias de grande êxito, como a Associação Empresarial Santa Helena e Tunápolis, e o próprio hospital. Conforme ele, a partir dessas experiências é possível a implantação de uma Apae conjunta. A escola seria sediada em Tunápolis, por ter o maior número de alunos.

Froes ressaltou a importância de buscar uma melhoria da qualidade de vida das pessoas com necessidades especiais, além de sua inclusão social, principalmente por meio da Educação Especial. Scherer apontou a preocupação de encaminhar com cuidado a tramitação desse processo, com garantias de que essa estrutura, no futuro, seja não somente implantada, mas tenha plenas condições de manutenção no futuro.

Um levantamento feito pela professora Loreni Alban junto ao setor social do município, apontou que, hoje, os dois municípios possuem 58 pessoas com necessidades especiais para serem atendidas na escola. Se efetivamente for implantada, esta Apae já nasce como a maior da regional de Itapiranga.

Hoje, a prefeitura de Tunápolis mantém parceria com a Apae de SMOeste, onde 18 alunos do município freqüentam as aulas. Já Santa Helena possui sete alunos na Apae de Descanso. A professora Neide Marconatto manifestou a preocupação pelo número de alunos relacionados no levantamento e que ainda não frequentam a Escola Especial. Ela enfatizou que não basta implantar a Apae, já que se faz necessário um trabalho de conscientização e informação junto às famílias, pois em alguns casos os membros com necessidades especiais são, de certa forma, "escondidos" pelas famílias para evitar constrangimento.

Segundo Lima, o primeiro passo para efetivar a estrutura no município é, necessariamente, fundar a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais no município. Depois de criada essa entidade, que precisa fundamentalmente ser composta por pessoas da comunidade e representantes de diferentes classes, é que começa a ser implantada a Escola Especial. O próximo passo será um encontro com toda comunidade para a exposição desses propósitos e a formação de uma comissão provisória para a fundação da Associação.

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