Edição 1262 (publicada em 29/11/2007)- Diet ou light? Você sabe a diferença entre os dois?

Pesquisa divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos

Pesquisa divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos Dietéticos para Fins Especiais e Suplementos Alimentares e pelo Instituto Brasileiro de Educação para Consumo de Alimentos e Congêneres mostra que os produtos light e diet são consumidos em cerca de 35% dos lares brasileiros. Em dez anos, os negócios com este tipo de alimento cresceram 800% no País.

Apesar disso, a associação revela que há grande desconhecimento sobre os produtos. Profissionais destacam que é equivocada a idéia de que os produtos diet são apenas aqueles sem açúcar, e os light os que têm menos calorias. Há muitas dúvidas sobre os benefícios de cada um. Diabéticos, hipertensos, pessoas com nível de colesterol alto ou com excesso de peso podem consumir o mesmo alimento ou bebida diet ou light? Nem sempre, e por isso é importante conversar com um médico ou nutricionista sobre a dieta ideal para cada finalidade.

O regulamento técnico referente à informação nutricional complementar foi estabelecido pela Portaria 27/98 do Ministério da Saúde. A informação nutricional complementar é qualquer informação que afirme ou sugira que um alimento possui uma ou mais propriedades nutricionais particulares quanto ao valor energético e ao conteúdo de proteínas, gorduras, carboidratos, fibras, vitaminas e minerais. A orientação não pode estar formulada de maneira que leve a erro ou engano do consumidor.

No rótulo dos alimentos diet devem constar um alerta para diabéticos quando contiverem glicose, frutose ou sacarose; quando houver adição de aspartame: \"Contém fenilalanina\"; e em todos eles deve estar escrito \"Consumir preferencialmente sob orientação de nutricionista ou médico\".

A Portaria 29/98 do Ministério da Saúde estabelece o regulamento técnico para a fixação de identidade e qualidade de alimentos para fins especiais. O termo diet pode ser usado: nos alimentos para dietas com restrição de nutrientes (carboidratos, gorduras, proteínas, sódio), e em geral são próprios pata públicos específicos como diabéticos, celíacos ou hipertensos.

Os alimentos para dietas controladas não podem ter a adição de nutriente, mas podem contê-lo naturalmente. Por exemplo, em uma geléia de frutas diet, para quem faz uma dieta com ingestão controlada de açúcar, existe o açúcar natural do alimento, ou seja a frutose.

Os alimentos restritos em carboidratos (como pão ou chocolate diet) ou gorduras (iogurte desnatado, por exemplo) podem conter, no máximo, a adição de 0,5g de nutriente por 100g do produto. Já os alimentos restritos em proteínas devem ser totalmente isentos. Assim, pode-se definir alimento diet como o produto isento ou praticamente de um específico nutriente.

Os produtos diet que não contém açúcar ou gordura pode ter grande quantidade de carboidrato na sua composição. Os pães diet, por exemplo, contém farinha, rica em carboidrato. Especialistas afirmam que nem todos os alimentos diet apresentam diminuição significativa na quantidade de calorias. Isso vai depender do nutriente que foi retirado e do que o substitui. Por exemplo, o chocolate diet pode ser consumido por quem tem intolerância ou restrição ao açúcar, como os diabéticos, mas para emagrecer não é indicado, pois pode ter quantidade de gordura igual ou maior do que o convencional.

Na composição de uma alimentação balanceada para as pessoas que desejam emagrecer, os alimentos diet e light podem ser usados em substituição aos mesmos alimentos versão convencional. Não se deve aumentar a quantidade consumida de um alimento pelo fato de ele ser light. Profissionais da saúde apontam que o mais importante para emagrecer com saúde é ter alimentação equilibrada que combine diferentes nutrientes e sem excessos.

Nem todos os alimentos light e diet são recomendáveis para os cardíacos pois alguns têm muita gordura saturada, sal e gordura trans. Lembrando que a orientação médica é sempre recomendável.

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