Edição 1255 (publicada em 05/11/07)- Motivos para comemorar

No encerramento da série, Romeo Bet avalia a evolução da cooperativa

Nesta edição encerramos a série de matérias desenvolvidas sobre as unidades pertencentes à Cooperalfa. O objetivo foi mostrar aos leitores o motivo da comemoração dos associados pelos 40 anos completados pela cooperativa neste ano. Além de todas as unidades regionais aqui já apresentadas, destacam-se também no ramo de cooperativismo os municípios de Paraíso, Anchieta e Romelândia, que possuem casa agropecuária e supermercado.

Ao avaliar os 40 anos da cooperativa, o produtor de leite em Planalto Alegre/SC e vice-presidente da Cooperalfa, Romeo Bet (foto), afirma a aproximação do quadro social, de funcionários e diretoria. Em entrevista a seguir, ele aponta os principais motivos de comemorar este aniversário.

O que significa 40 anos da Alfa para a economia de SC?

Romeo Bet: muita coisa, especialmente para os 15 mil produtores associados, em termos de evolução tecnológica e tranqüilidade. Por isso todos estão de parabéns por terem acreditado no sistema cooperativo, na entrega da sua produção e na aquisição dos insumos. Foram várias etapas, de desafios e dificuldades, mas vencidas pela eficiência e pela visão coletiva.

Prefeituras e comunidades também ganham com a Alfa?

Bet: sem dúvida. Na maioria dos 80 municípios onde atua a Alfa, o maior movimento econômico provém dessa cooperativa. Isso, às vezes com a presença de apenas uma filial, o que significa que a Cooperalfa é séria no recolhimento dos tributos e vai continuar sendo.

Como seria SC sem o sistema cooperativo?

Bet: como produtor rural e como gestor, afirmo que a situação seria muito difícil porque perderíamos a noção exata dos patamares reais de mercado. A própria presença da Coopercentral/Aurora deve ser citada, por ser uma entidade que procura valorizar ao máximo a produção de nós, cooperados, agregando valor pela via da industrialização.

E os desafios futuros?

Bet: procuro encará-los com normalidade. As metas superadas até o momento não foram menores, nem maiores. Evidente que a competitividade será cada vez maior e algumas verdades que serviram no passado têm pouca expressão hoje, como é o caso da atividade feijão. Minha maior preocupação é com o quadro social, na busca de novas alternativas para que possa se manter no campo, obtendo renda. Serão esses caminhos a serem construídos que garantirão o amparo necessário ao produtor associado.

Por 29 anos, Aury Luiz Bodanese; atualmente, Mário Lanznaster; em breve, Romeo Bet na presidência da Alfa. Muda o pensamento?

Bet: continuar crescendo, olhando pra frente, abrindo novos horizontes, contando com equipes internas coesas e motivadas, muito discernimento para decidir sobre projetos de investimento, e dando continuidade aos belos ensinamentos das escolas de Bodanese e Lanznaster. Sinto-me preparado. Equipes pensantes e aproximação total com os associados estarão na pauta diária. Será isso que garantirá o prestígio no futuro. Se o quadro social não estiver atento, se os funcionários não forem entusiastas e se a diretoria não pensar na evolução permanente, tudo fica mais difícil. É claro que devemos ser rápidos nas adaptações impostas pelas realidades do mercado.

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