Deputado vai encabeçar discussão para nova área do presídio regional
Maurício Eskudlark é contrário à construção da obra nas proximidades do bairro São Luiz
Ainda durante a visita do deputado estadual Maurício Eskudlark à redação do Folha do Oeste na última sexta-feira, dia 27, além dos apontamentos sobre o projeto de criação da região metropolitana do extremo oeste, o parlamentar falou sobre outra questão de fundamental interesse para São Miguel do Oeste e demais municípios vizinhos, que é a implantação de um novo presídio.
O parlamentar relatou que a audiência para discussão do setor de segurança pública na região foi adiada devido à visita do governador Raimundo Colombo e toda sua equipe de governo no começo do mês em São Miguel. Nessa visita, Eskudlark disse que um dos objetivos é conversar com o secretário de Segurança Pública, César Grubba e a secretária de Justiça e Cidadania, Ada de Luca, para ter uma definição no sentido de efetivamente construir o novo Presídio Regional de São Miguel.
“Precisamos debater com a administração e a comunidade um novo local para a obra. Sou contra construir o presídio no bairro São Luiz, na saída para linha Santa Catarina, pois é uma região muito próxima do perímetro urbano. Já temos um presídio defasado no centro de São Miguel e não adianta fazer uma obra semelhante. Precisamos pensar para 20 ou 30 anos, pois, no local em que está previsto, logo será um problema para a comunidade”, admitiu.
Eskudlark, que já foi delegado em São Miguel por várias vezes, disse que já falou com o prefeito Nelsinho e a Câmara de Vereadores para definir uma outra área que seja fora do perímetro urbano. “Queremos tratar disso na vinda do governador para a região. Após isso, na audiência pública da assembleia, acredito que finalizaremos essa questão”, observou.
De acordo com o deputado, todo o município precisa ter a sua responsabilidade e assumiu esse encargo do presídio, que é a mesma questão do lixo e demais fatores, ou seja, ninguém quer isso perto de sua casa. “Isso requer responsabilidade, pois o presídio não precisa ser colocado numa área inadequada para a população. Temos áreas mais rurais, como por exemplo em direção à Barra Bonita, à Descanso ou à BR-282. São locais em que não há população muito próxima. Podemos discutir um local desses, que também não fica de difícil acesso para o sistema de segurança, e também fora da área urbana”, finalizou Eskudlark.
Nelsinho não concorda com mudança
Para o prefeito Nelson Foss da Silva (PT), essa área atual estaria disponível para receber a obra e foi apresentada no ano passado. Ele lembrou que o próprio comando dos órgãos de segurança vistoriou o local e achou a área adequada. “Qualquer mudança de plano vai dificultar e atrasar este processo. Essa área nas proximidades do bairro São Luiz já é do município. Sabemos o quanto demora qualquer outra compra de área. Agora, estamos finalizando os trabalhos para loteamentos nas proximidades e todo o processo está bem encaminhado. Respeito a opinião do deputado, mas não concordo, porque a própria cadeia atual não oferece nenhum problema de segurança para a população. Pelo contrário, um presídio traz mais segurança”, destacou.
O prefeito informou, ainda, não ter motivos de duvidar de uma vistoria feita por quem conhece o assunto. “Oferecemos esse terreno, os órgãos competentes vistoriaram e acharam adequado”, resumiu.
Ramos sugere discussão com a sociedade
O presidente da Câmara de Vereadores, Flávio Ramos (PMDB), defende que qualquer obra, seja municipal, estadual ou federal, que cause algum impacto, precisa ter a participação da sociedade, que é a mais interessada e precisa ser ouvida. Ele entende a necessidade de São Miguel ter a construção deste presídio, porque a cadeia local não atende a demanda, não tendo a ala feminina, por exemplo. “Esse presídio precisa acontecer o mais rápido possível. Uma audiência pública com a participação da população seria a atitude mais ideal neste momento. Além disso, a questão técnica também precisa ser observada”, explica.
Para Ramos, a definição de onde será o presídio não deve ser feita entre quatro paredes e, sim, partindo de uma grande discussão. “O presídio causa muita controvérsia. Umas pessoas não querem ter perto de casa, outras já querem. Uns querem nos bairros, outros no interior. Uma audiência pública é a melhor forma de equacionar isso. Sou contra a forma como foi feita essa definição, sem fazer uma discussão. Precisamos analisar três coisas, que é a vontade dos governantes, a vontade do povo e a questão técnica”, finalizou.
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