Delegados e policiais reivindicam melhorias

Delegados e policiais reivindicam melhorias
Folha do Oeste - Manifestação pacífica foi realizada em frente à delegacia

Manifestação pacífica em frente à delegacia da comarca, em São Miguel do Oeste, reivindicou melhorias salariais

Delegados, com o apoio de policiais civis do extremo oeste realizaram na tarde da última quinta-feira, dia 20, uma manifestação pacífica em frente à delegacia da comarca, em São Miguel do Oeste, para reivindicar melhorias salariais e também condições de trabalho para a categoria.

Segundo o delegado Alexandre Meyr, o objetivo das manifestações que estão sendo realizadas em todo o Estado é mostrar para a população a qualidade do trabalho da Polícia Civil e principalmente sensibilizar o governo em relação às necessidades urgentes de seus servidores. Conforme o delegado, Santa Catarina é um dos estados mais seguros, com o maior índice de resolutividade de crimes, e ainda assim é onde os policiais civis têm um dos piores salários do Brasil.

Em nota, a Adepol (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Santa Catarina) manifestou que o Governo Estadual age em desacordo com os princípios constitucionais, em total descaso com a Instituição Polícia Civil e com a Classe dos Delegados de Polícia, não cumprindo o definido em reuniões com os segmentos classistas. Segundo a Adepol, os delegados de polícia estão há 13 anos sem qualquer reposição de vencimento.

“É a única categoria estadual que não foi contemplada com qualquer aumento nos últimos 13 anos. O governo adotou medidas paliativas dando gratificações precárias que não dão segurança e não recompõem as perdas salariais”, afirmaram.

Conforme o delegado Meyr, outro ponto crítico está no efetivo policial. Segundo ele, na região, a Polícia Civil tem um índice de resolutividade de crimes que chega a 92%, porém o efetivo é o mesmo desde 1984.

“A questão salarial e o efetivo caminham juntas, porque a maioria dos aprovados em concurso não ficam muito tempo na polícia. Eles acabam procurando outros concursos, com remuneração maior e até mesmo exigência de estudo menor. Assim, apesar de vários concursos serem realizados, o efetivo nunca chegará ao ideal. Os policiais acabam indo embora, levando também toda a formação fornecida pelo Estado”, enfatiza.

Hoje, a Polícia Civil tem cerca de 3,2 mil servidores, quando o necessário seria mais de 6 mil. No extremo oeste, são 81 policiais para uma região de 27 municípios. Uma média de três policiais por unidade, quando a necessidade seria de pelo menos nove policiais, entre delegados, agentes e escrivães.

Segundo o movimento, o atendimento em todas as unidades da Polícia Civil continua normal e qualquer indicativo de greve está fora de cogitação.

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