Definidas estratégias em relação ao La Niña

Em reunião realizada no inicio do mês na sede da Epagri/Ciram, em Florianópolis, o meteorologista Clóvis Corrêa confirmou a formação do La Niña. O fenômeno se caracteriza por um resfriamento nas águas do Pacífico que influencia o clima, com diminuição dos volumes e alteração na distribuição da chuva, especialmente em outubro e novembro, nas regiões Oeste e o Meio Oeste, podendo se estender até o Planalto Sul e Norte. 

Setembro marca o início da época de plantio de muitas culturas, o que torna urgente uma ação de orientação aos agricultores diante da previsão do La Niña. Na semana passada foi realizada uma que contou com a participação da Epagri, representantes do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), de cooperativas agrícolas, cooperativas de crédito e dos sindicatos e federações do setor agropecuário catarinense, além de representantes do Banco do Brasil. A intenção foi definir conjuntamente as estratégias de comunicação com objetivo de informar os agricultores dos riscos do fenômeno mas sem causar pânico. 
Os pesquisadores da Epagri/Ciram alertam que é preciso muita cautela na comunicação, pois é impossível afirmar que os agricultores sofrerão prejuízos significativos. Isso porque os meses de primavera costumam ser muito chuvosos e, sendo assim, a previsão de chuva abaixo da média no período pode não representar um problema. Conforme levantamento realizado pela Epagri/Ciram as maiores quebras de safras dos últimos anos não estavam relacionadas ao La Niña, assim como as estiagens ocorridas na última década.
Um dos consensos é de que é preciso orientar os agricultores catarinenses a respeitarem o zoneamento agrícola e adotarem o plantio escalonado, diminuindo impactos resultantes de uma possível diminuição da chuva. É muito importante ainda que os agricultores que contrataram crédito estejam cientes da necessidade de cumprirem com todas as regras contratadas para que possam estar amparados pelo seguro no caso de quebra de safra.
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