Criado o diretório estadual do PSD
Dezenas de lideranças políticas catarinenses e nacionais participaram, no último sábado, do ato de criação do PSD (Partido Social Democrático) em Santa Catarina. Com a configuração do novo quadro político liderado pelo governador Colombo (ex-DEM), o PSD consolida-se como a segunda força política catarinense, ficando atrás apenas do PMDB. Além de ser formado por praticamente todo o DEM em Santa Catarina, líderes do PP e PSDB também ingressaram na sigla. O novo partido conta com uma bancada de três deputados federais e nove estaduais, além de 56 prefeitos e mais de 500 vereadores.
Nelson Serpa, procurador-geral do Estado, foi nomeado presidente do PSD em Santa Catarina, tendo o presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Merisio, como primeiro vice-presidente e o secretário de Desenvolvimento Econômico, deputado federal Paulo Bornhausen, como segundo vice-presidente.
A realização da convenção estadual é o último passo que a legislação exige antes do partido pedir o registro oficial no Tribunal Regional Eleitoral Para conseguir o registro no Estado, o novo partido precisa de 3,9 mil assinaturas de apoio certificadas pela Justiça Eleitoral e diretórios montados em 15 municípios. Serpa revela que o partido já conta com 32 mil assinaturas certificadas e 33 diretórios municipais.
O prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, participou da convenção e destacou que até o final de setembro o partido encaminhará todo o processo para o Tribunal Superior Eleitoral. Para ter o direito de disputar as eleições municipais de 2012, o partido precisa obter o registro até o início de outubro.
Ele tranquilizou as lideranças catarinenses afirmando que o processo de criação está bem encaminhado em pelo menos 20 estados.
Mesmo com a Assembleia Legislativa praticamente lotada, o ato político foi realizado de maneira discreta. O governador Raimundo Colombo, maior líder do novo partido no Estado, vem enfrentando reações em seu antigo partido, o DEM, e em grupos aliados como o PSDB. As investigações realizadas pela Polícia Federal sobre a filiação de eleitores “mortos” na região Oeste, também fez com que as lideranças optassem por ato político mais moderado.
No seu discurso, Colombo informou que vem sofrendo pressões devido à mudança de partido e essa decisão foi um ato corajoso por parte daqueles que trocaram de sigla. “Nosso grupo é bom e agora precisamos trabalhar ainda mais pela sociedade e tentarmos fazer mudanças na nossa política”, resumiu.
O deputado estadual Maurício Eskudlark, que participou do ato e é integrante do Diretório Estadual, além de suplente de delegado à convenção nacional, junto com o deputado Kennedy Nunes, destacou que o partido nasce bem estruturado e fortalecido no Estado, podendo trabalhar em sintonia com o Governo Federal. “Ambas as portas estão abertas para o diálogo”, diz.
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