Como melhorar um relacionamento amoroso?

Como melhorar um relacionamento amoroso?
Ilustração

 Na última semana, o amor esteve no ar. Presentes, declarações, um encontro romântico. Ações que deixam o coração acelerado e que elevam a autoestima do ser humano. É preciso lembrar que um relacionamento duradouro não se constrói apenas em um dia, visto que ele é feito de diversas ações diárias que exigem responsabilidade, tempo e vontade.

O terapeuta familiar Sérgio Ribeiro analisa que a saúde dos relacionamentos atualmente vai bem, mas que as atitudes tomadas por algumas pessoas precisam ser revistas. "Amar significa um compromisso sério, que pode ter resultados prazerosos e felizes, ou não. Estes resultados dependem de duas pessoas com personalidades, culturas, histórias, atitudes diferentes etc. Você já ouviu a frase: "Na vida somos o que comemos?" Nas relações, somos o que investimos!", observa Ribeiro.

Ele sente  que a primeira atitude a ser tomada para que as coisas comecem a dar certo é 'assumir' a relação amorosa como algo importante para si mesmo. "Não é apenas uma pessoa, um sexo, um momento. Uma relação quer dizer real+ação, ou seja, fazer algo junto e de forma concreta. Investir em tempo e disposição para se estar junto, deixar falar, ouvir, sentir a outra pessoa. Existem muitas diferenças na forma de pensar, de sentir, de ver o mundo. É preciso ter empatia, colocar-se no lugar do outro para perceber os possíveis sentimentos e pensamentos que o seu parceiro (a) vivencia. Precisamos estar lá, para ambos e não só para si", aconselha.

OUTROS FATORES CONTRIBUINTES

 

DIÁLOGO

Ribeiro afirma que sem dúvida alguma o diálogo é essencial em um relacionamento, mas que nem todos sabem conversar. "Trago como exemplo um atendimento a um casal, nesta semana, que tem grande dificuldade para conversar. Estão juntos há apenas 2,6 anos, contando o tempo de namoro. Ela é falante, pois assim aprendeu no sistema familiar de origem. É caseira e gosta de fazer comida. Ele, ao contrário, sempre fugiu das discussões e ou dos silêncios que havia na casa dos pais. Agora, fala pouco e não suporta cobranças. O que fazer? No primeiro momento, estão avaliando seus funcionamentos e a psicoeducação que receberam; só a partir dessa avaliação é que poderão aprender a conhecer um ao outro para poder respeitar e conversar", exemplifica.

INTERNET

 

Atualmente vive-se em um mundo em que a internet é parte essencial do dia a dia, seja para o estudo ou trabalho. Questiona-se: e a internet, atrapalha o relacionamento?

De acordo com o profissional, não é exatamente a internet que atrapalha o amor, mas o que fazem com ela. No passado - ainda presente para muitos - os homens saíam para ir ao bar e as mulheres iam para a vizinha. No modelo atual, as pessoas se refugiam dentro de computadores, tablets e celulares. "É ruim? Não exatamente. Ao contrário, pode até facilitar a comunicação. Isso depende do tempo em que investem para tal e a forma como o fazem. Use a tecnologia on-line, mas não esqueça que as relações precisam de atenção. Mande mensagens para quem faz parte da sua vida diária e não para quem você quer só por alguns momentos", aconselha.

 

SINCERIDADE

 

Segundo ele, a verdade salva ou condena dependendo da situação. "A sinceridade não tem função se vem acompanhada de um possível 'Vou ser sincero, mas vou continuar fazendo'". É interessante que sejamos sinceros numa relação. Isso encanta e aproxima um casal. Mas precisa haver um sim. Um sim para eu quero melhorar, mudar e estar com você, e não um sim sem comprometimento. A sinceridade conquista, aproxima e dá mais segurança. Use!", declara.

BUSCANDO AJUDA

O terapeuta compreende que todos sentem que há problemas na relação, mas que nem todos conseguem tomar uma atitude e buscar ajuda profissional. "Quando um não percebe ou não abre espaço para uma reflexão, o outro precisa fazer algo, agir. Existem coisas simples nas relações. Há vezes que acabamos por fazer algumas mudanças e o parceiro (a) sente, e a partir disso também inicia um processo de melhora. Já vi muitos 'milagres' nestes 16 anos de atendimento a mais de três mil casais. Estes milagres ocorrem com mais eficiência se ambos desejam a mudança, mesmo que um queira mais e outro menos. Não precisamos mais passar noites acordados ou então manter aquelas discussões intermináveis por causa, por exemplo, de uma louça mal lavada. Quanta perda de tempo, não é? Busque uma ajuda, ela faz a diferença", enfatiza.

 

MAIS DIVÓRCIOS OU MAIS CASAMENTOS?

 

Ao longo do tempo, foram divulgadas muitas pesquisas dizendo que aconteciam mais divórcios do que casamentos.

Por fim, Ribeiro afirma que ao longo de sua trajetória profissional soube destas pesquisas. Foi aí que ele previu que isso mudaria, e que em breve as pessoas casariam mais. "Porque, a maior parte destes que se separaram também voltaria a manter outra relação afetiva, e possivelmente estaria mais amadurecido para manter outras relações. Hoje vejo casais jovens preocupando-se com a manutenção das relações e não apenas como pessoas que tinham que casar e pronto. Existe uma melhor reflexão sobre os papéis de cada um na vida conjugal, inclusive econômica, social etc, assim como e na vida dos filhos. Mas é preciso que controlemos alguns desejos dentro de nós, pois a oferta deles é grande. Ter limites é a saúde mental e relacional dos seres humanos", conclui.

A matéria completa você pode ver na edição impressa do último sábado.

 

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