Com o objetivo de oportunizar aos educadores reflexões sobre a educação na atualidade, levando em consideração as iniciativas governamentais e acadêmicas, a Unoesc campus de São Miguel do Oeste promoveu, de 21 a 23 de julho, o IX Colóquio de Educação com o tema ‘A formação do educador no século XXI: a educação como compromisso público e social’. O evento promovido no Parque de Exposições Rineu Gransotto, em São Miguel do Oeste, reuniu professores do Ensino Infantil, Fundamental, Médio e Superior, bem como acadêmicos dos cursos de licenciaturas.
A coordenadora do Colóquio, professora Janes Kolhein Cerezer, considera que a escola atual sofre uma cobrança social muito maior do que anos atrás. “E essa cobrança da sociedade é que tem movimentado as discussões dos educadores, que começam a rever qual é o papel da escola, quais são as responsabilidades. E, é isso que foi abordado, de forma aprofundada, na conferência de abertura”, relata. Na tarde de quarta-feira, dia 22, foram 23 oficinas ministradas nas salas de aula da Unoesc. “O objetivo desse ano foi o de ampliar o número de oficinas para que as pessoas aproveitem melhor e que também tenham uma maior opção de escolha, de acordo com sua área de formação ou área de interesse”, afirma a coordenadora do Colóquio.
Ela revela que entre as maiores dificuldades encontradas pelos professores estão o desafio em manter a atenção do aluno, a resistência em utilizar as ferramentas tecnológicas de forma favorável no ensino e a exigência da constante atualização profissional. Mas um aspecto é certo: cada vez mais os professores terão que ser estratégicos e criativos para obterem a atenção necessária para os alunos apreenderem. “O evento foi um sucesso, as palestras foram muito agradáveis e de ótima qualidade. Percebemos que a participação dos cursistas foi efetiva, responsável e respeitosa”, apontou Janes. Em nome da universidade, a educadora agradece a todos os municípios e às secretarias por possibilitarem a presença dos profissionais.
IMPRESSÕES
Ao participar do IX Colóquio, a professora da rede municipal, Ivone de Oliveira, avalia o encontro como positivo. “Se a gente não impor em sala de aula o que vivenciamos e ouvimos neste encontro, de nada adianta. O que mais vale é praticar o que se estuda em palestra como essas”, garante.
Para a professora universitária Simone Lazarotto Paini, as temáticas abordadas são relevantes, vem ao encontro do que realmente se vivencia na escola. “Palestras como a da subjetividade e as implicações do afeto na aprendizagem são emergentes em todos os campos de atuação, não só na educação. Isso serve para repensar”, aponta a educadora.
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