EDUCAÇÃO

Colégio São Miguel completa 70 anos de história

Colégio São Miguel completa 70 anos de história
Arquivo/Folha do Oeste

Em 1946 foi construído o prédio onde começou a funcionar a Escola Reunidas Professor Carlos Guerreiro Krüeger, de São Miguel do Oeste, então município de Chapecó, sob responsabilidade da professora Josefina Bertuol e mais tarde da professora Maria Joana dos Santos, tendo sido depois indicada para exercer a função de diretora.
Em 1953, com a emancipação do município, a escola se tornou Grupo Escolar São Miguel, em homenagem ao padroeiro São Miguel Arcanjo, e teve como diretora Soalda C.D. Wiethorn. IMG_5183.JPG

Na época, a escola ficava nas proximidades da Gruta Nossa Senhora de Lurdes. Anos depois, a instituição fixou-se no espaço onde se encontra atualmente.
Desde então foram muitas as mudanças. A escola chegou a atender alunos vindos de três outras unidades: a Escola Básica São Sebastião, a Escola Básica Alberico Azevedo e a Escola Básica Jaldyr Bering Faustino da Silva. Esses alunos recebiam aulas nas áreas práticas de Educação para o Lar; Práticas Agropecuárias; Práticas de Comércio e de Serviços; Práticas Industriais; Educação Artística; e Ciências e Programas de Saúde. Pelos registros arquivados na instituição, no ano de 1962 a escola contava com 471 alunos, chegando a atingir 2.066 alunos no ano de 1977. 

Atualmente, a Escola de Educação Básica São Miguel tem como diretora a educadora Liane Sehnem e conta com cerca de 500 alunos e mais de 40 profissionais. Liane relembra que assumiu a direção da escola em 2011 e deve permanecer até o fim deste ano, quando haverá uma nova eleição. A diretora, apesar de ter uma vasta experiência escolar, confessou ter sentido medo ao assumir uma escola deste porte. "Em 2011 surgiu a oportunidade de assumir o colégio São Miguel. Num primeiro momento tive medo, porque é a maior escola do município, com um número de alunos muito grande, sendo um desafio na minha vida enquanto educadora. Eu sempre tive por objetivo ajudar o maior número de pessoas, então eu acredito que Deus faz as coisas certas", comenta. 

Apesar do enorme desafio, Liane, formada em Geografia, garante estar fazendo o que realmente gosta, que é ajudar os alunos e consequentemente toda a sociedade. 
A profissional revela uma das dificuldades que passou enquanto diretora. No período em que assumiu, a escola oferecia aos alunos o programa chamado EMI (Ensino Médio Inovador), onde o aluno permanecia na unidade nos períodos vespertino e matutino. 

Liane explica que é difícil manter o aluno na escola por tanto tempo quando se é criado em sociedade que tem como cultura buscar a independência financeira o mais cedo possível. "Não funcionou, não deu certo, eram aulas e mais aulas. Nós não tínhamos estrutura para isso. Num primeiro momento nós perdermos muitos alunos da escola. De 1.200 alunos, agora temos apenas 500 alunos. Essa perda não foi só por causa disso, pois hoje nós temos o Sesi, o Sesc, o Senai, o IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina) e outras escolas particulares. Além disso, o número de filhos está reduzindo cada vez mais", analisa.

Segundo ela, esta situação precisa ser resolvida urgentemente. Em busca de sua reeleição como diretora, assim como procurar o crescimento da escola, Liane relata que é preciso conversar com os pais, alunos, comércio e sociedade em geral a fim de implantar um curso técnico no contraturno da escola. "Que ele faça o ensino regular, e que no contraturno possa fazer um curso técnico. O aluno sairia da escola com uma formação, o que é importante", destaca, ao dizer que é preciso que se formem seres humanos melhores.  

"É preciso saber, da indústria e do comércio, qual é o funcionário, o ser humano que eles estão buscando. Nós não podemos mais tratar as pessoas apenas como robôs. É época das mídias, da robótica, mas, acima de tudo, nós estamos formando seres humanos; eu penso que as dificuldades de hoje estão levando as pessoas a tomar remédios antidepressivos muito cedo", enfatiza.

Segundo ela, serão seres humanos melhores, felizes e que terão mais vontade de trabalhar, de estudar e de realizar outras atividades. "Se você quer um funcionário de qualidade, você tem que pensar que ele tem que sair de uma escola também", defende.

Liane coloca, ainda, que nos dias atuais é impossível separar a família da escola. "Nós precisamos nos unir para criar um cidadão completo e feliz, ou vamos deixar para quem está de fora tomar conta dos nossos filhos e dos nossos alunos. Nós não podemos dar espaço para isso.

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REFORMA 

A escola passa por uma grande reforma e terá as seguintes melhorias: ampliação das salas de aula, refeitório, salão de atos, muros, ginásio, calçadas, fachada, laboratórios, rampa de acesso e biblioteca.  Desta forma, é grande a expectativa deixada aos alunos e funcionários. 

A diretora observa que apesar de todos os problemas enfrentados desde 2012, quando as melhorias iniciaram, os alunos, professores e funcionários têm demonstrado grande apoio. "Com o barulho, com o pó, entradas e saídas de caminhão, máquinas, mesmo com todo esse transtorno, eu    posso afirmar que com certeza temos alunos com muita qualidade, bem como profissionais com paciência e qualidade. Eu só tenho que agradecer a eles pela paciência que tiveram conosco. Eu me coloco no lugar do aluno que está dentro da sala aprendendo, do professor que está tentando dar aula e enfrentam o barulho e o calor. Nós não podemos ligar ar-condicionado, ter nada de diferente, o espaço reduzido", detalha, ao revelar que a reforma, apesar da morosidade em razão da burocracia, deverá estar concluída no fim do ano de 2016.

Para ela, os problemas não são nada perto do sonho de ver a escola concluída. "É gratificante saber que teremos uma escola bonita, com qualidade, com ar-condicionado, com tudo que eles têm direito, com um espaço físico bom para se trabalhar e para que eles pratiquem esporte", comemora.  

 

HOMENAGENS 

A escola, que completa 70 anos de história este ano, já teve diversas formas de homenagear a escola, que já formou milhares de alunos com o passar do tempo, e uma delas foi a participação expressiva no desfile de Sete de Setembro. "Buscamos convidar o maior número de pessoas que estava e está trabalhando na escola, professores, assessores, diretores, funcionários da cozinha, da limpeza, da segurança da escola, antigos alunos. É muito gostoso de ver várias gerações desfilando", recorda. 

 

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