Circuito Fiesc reúne lideranças empresariais em São Miguel do Oeste |
Circuito Fiesc reúne lideranças empresariais em São Miguel do Oeste
Com o intuito de aproximar cada vez mais a Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) da indústria e a indústria da Fiesc, a Federação iniciou nesta semana uma série de eventos no Estado. De acordo com o vice-presidente da Fiesc para a região Extremo Oeste, Astor Kist, o Estado está dividido em 16 regionais e o Circuito Fiesc contemplará todas, com o intuito de uma aproximação maior da Federação do setor industrial, pensando no fortalecimento, na capacitação e na competitividade da indústria.
Os encontros do Circuito Fiesc iniciaram pela região Oeste, com evento na segunda-feira, dia 27, em Chapecó. Já na manhã de terça-feira, dia 28, o Circuito Fiesc contemplou a região Extremo Oeste. A programação foi realizada no Coworking Acismo, em São Miguel do Oeste. O evento reuniu lideranças empresariais do município e região.
Conforme Astor Kist, o Conexão Fiesc abordou diversos assuntos, como associativismo, reforma tributária, questões trabalhistas e economia, para que as empresas possam com os dados disponíveis se organizarem para serem sempre competitivas.
Ao avaliar o setor industrial na região, o vice-presidente da Fiesc para o Extremo Oeste pontuou que mesmo com as dificuldades de logística, de tributação, e outros fatores, o setor está indo muito bem. Conforme ele, na região, especialmente em São Miguel do Oeste, o crescimento industrial tem sido positivo, e o mesmo tem acontecido no Estado. “Isso graças a esse empenho que a Fiesc tem feito para que o setor continue crescendo e competitivo”, pontuou.
PALESTRAS
Em São Miguel do Oeste, o Circuito Fiesc também contou com a palestra sobre ‘Cenários Econômicos e Perspectivas da Indústria Local’, com João Pitta, coordenador do Observatório da Fiesc e especialista em Inteligência Econômica.
Durante a palestra, o coordenador do Observatório destacou sobre o cenário macro brasileiro, abordando as perspectivas globais, nacionais e a economia local. Em termos globais, ele citou que o momento é de incerteza, muito em função da guerra que tem acontecido no Irã. Apesar disso, na economia global tem apresentado bastante resiliência. O crescimento esperado, no mundo, de 3% tem se mantido, apesar das incertezas.
Conforme João, no Brasil o que se tem observado é uma desaceleração em relação aos últimos anos. “O PIB brasileiro tem corrigido uma taxa de crescimento de em torno de 2%, um crescimento baixo para um país de renda média”, ressaltou, apontando que isso apresenta uma série de desafios em um país que precisa crescer para poder enfrentar os desafios sociais e econômicos que têm, e isso traz uma série de dificuldades quando se pensa em médio e longo prazo.
Já em relação a economia local, João salientou que esta é majoritariamente puxada pelo setor da agroindústria, que é bastante forte no estado e extremamente relevante para a economia nacional como um todo. Segundo ele, a maior parte tanto do emprego, como valor adicionado na indústria do estado e na região, vem deste setor.
No entanto, o coordenador do Observatório pontuou que apesar de ser um setor tradicional, ainda existe muita oportunidade de expansão. “Ainda existem brechas para expandir mercados, principalmente externos”, salientou. Conforme ele, o Brasil é uma grande potência exportadora nesses mercados, principalmente de frangos e suínos, um grande mercado principalmente do Extremo Oeste, e em países como o Japão e Coréia do Sul existe uma possibilidade de expansão muito grande para esses mercados, desta forma há uma expectativa muito positiva para que esses setores continuem crescendo e puxando o crescimento econômico da região.
João enfatizou as oportunidades ao setor industrial. “A gente percebe que o empreendedor sempre luta contra o improvável e vence. O Oeste começou produzindo frangos/carnes sem infraestrutura, exportavam levando frango de avião para os portos, e deu certo. O cenário parece adverso e vai sempre parecer adverso, mas existem oportunidades, e a gente precisa sempre estar buscando essas oportunidades”, reforçou, acrescentando que a Fiesc está disponível para auxiliar e orientar o setor industrial.
Na manhã de terça-feira, o Conexão Fiesc ainda contou com a palestra ‘Panorama Tributário’, com Gustavo Amorim, advogado, especialista em Direito Tributário e ex-presidente da Comissão da OAB/SC. Ao abordar a Reforma Tributária, Amorim destacou que trata-se de um conjunto de leis que está modificando todo o sistema tributário brasileiro, mudanças que repercutem muito, tanto para quem consome quanto para quem produz. Desta forma, ele salientou a importância dos empresários estarem atentos neste período de mudança, para não cometer erros. “Quanto mais informação, menos erros se cometem, então é importante acompanhar todas essas mudanças legislativas, e por isso é importante esse momento de debate fomentado pela Federação”, acrescentou.
Entre as principais mudanças da Reforma Tributária, segundo o advogado, é a forma de apuração dos créditos dos tributos. “Basicamente, muda-se o critério para reconhecimento de crédito. Então, tudo aquilo que uma empresa, antes tinha dificuldade em usar como crédito quando ela comprava alguma coisa para prestar um serviço ou fornecer um bem, ela não tinha crédito em todas as compras. Agora, ela vai passar a ter, a alíquota vai ser mais alta, o que é um desafio. No entanto, o crédito vai ser pleno, então teoricamente vai haver um reequilíbrio, mas, mais adequado da tributação. Quando eu digo teoricamente, é porque a teoria as vezes é uma coisa, e a prática nem sempre é igual”, apontou.
Crítico com relação a reforma tributária, o advogado citou que na sua opinião bastavam alguns ajustes na legislação do PIS/Cofins e do ICMS para deixar o crédito pleno, e não se teria 70 ou 80% das discussões que se têm hoje, que são justamente sobre créditos.
Gustavo Amorim ainda enfatizou que a orientação ao setor empresarial é procurar informação, seja no encontro, com os contadores, ou em cursos. Conforme ele, são situações novas e é importante buscar informações para sanar todas as dúvidas.
SAIBA MAIS
A programação do Circuito prevê encontros em diversas cidades catarinenses ao longo do primeiro semestre, passando por regiões como Blumenau, Chapecó, São Miguel do Oeste, Concórdia, Joaçaba, Joinville, Rio do Sul, São José, Tubarão, Criciúma, Caçador, Lages, Itajaí, Brusque e Jaraguá do Sul.
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