Saúde

Cerca de 600 focos do Aedes Aegypti exigem reforço no combate

Cerca de 600 focos do Aedes Aegypti exigem reforço no combate

A constatação de quase 460 focos do mosquito Aedes Aegypti em São Miguel do Oeste, e mais recentemente a divulgação da existência de sete casos suspeitos de infecção pelo zika vírus - a nova doença transmitida pelo mosquito vetor da dengue e da febre chikungunya -, estão exigindo atenção maior por parte dos profissionais da Saúde Pública. 

Como os sintomas causados pela infecção do vírus, identificado pela primeira vez no Brasil em abril deste ano, são semelhantes a outras doenças, fica difícil fazer um diagnóstico preciso com base apenas na consulta clínica. 

De acordo com a médica infectologista de São Miguel do Oeste, Priscila Garrido Bratkowski, o zika vírus provoca, principalmente, vermelhidão e coceira na pele, dor muscular e febre. "É um quadro inespecífico. Então, para fazer a diferenciação é preciso avaliar as características epidemiológicas, como por exemplo se houve contato com pessoas doentes. Mas, o mais preciso mesmo é o exame de sangue", explica.

No entanto, o laudo demora a sair e, por isso, a recomendação feita aos profissionais que participaram de uma capacitação na segunda-feira, dia 7, é para o tratamento dos sintomas apresentados, antes mesmo da identificação da doença. "O exame, às vezes, sai depois que o paciente já está bem", menciona a médica, complementando que a evolução costuma ser benigna e os sintomas desaparecem em até sete dias. 

O quadro, bem menos agressivo que um diagnóstico de dengue, porém, torna-se preocupante quando afeta gestantes. É que o Ministério da Saúde já confirmou a relação entre o zika e a microcefalia - doença em que a cabeça e o cérebro da criança são menores que o normal para sua idade, influenciando no desenvolvimento. "A preocupação é maior quando a mulher adquire o vírus no primeiro trimestre da gestação, quando o feto está se formando", afirma.

A infectologista lembra, todavia, que o uso de repelente só pode ser feito a partir do segundo trimestre. "O que deve ser feito antes disso é evitar locais onde há mais mosquito, como o campo e próximo a rios ao amanhecer e ao anoitecer, usar mosquiteiro para dormir, e durante o dia, se possível, usar mangas longas, calças e calçado fechado para tentar se proteger. Além disso, são imprescindíveis os cuidados ao redor da residência, que inclusive já deveriam ter sido adotados para evitar a procriação do mosquito", pontua.

Além da associação com microcefalia, o Ministério da Saúde está investigando o aumento incomum da síndrome de Guillain-Barré. A doença rara afeta especialmente o sistema nervoso de adultos mais velhos e pode provocar fraqueza muscular e paralisia de braços, pernas, face e musculatura respiratória.

 

LUTA CONTRA  O MOSQUITO

Ontem, dia 8, a Secretaria de Estado da Saúde repassou informações para ações de controle vetoriais e sobre o fluxo de atendimento para microcefalia que serão adotadas pelo governo em todo o Estado. 
Lideranças das 295 cidades catarinenses foram chamadas para a reunião, quando também foi anunciada a liberação de R$ 1,7 milhão para ajudar 57 municípios a gerir as ações neste mês. O valor, distribuído conforme o número de habitantes, será destinao aos municípios em maior situação de risco. São Miguel do Oeste, Anchieta, Dionísio Cerqueira, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Palma Sola, Maravilha e Princesa estão entre eles.
Em São Miguel do Oeste o Exército também auxilia no combate ao Aedes aegypti, atuando em mutirões de limpeza e visitas domiciliares para a eliminação de potenciais focos.

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