Casan executa limpeza programada de fossas na Região Oeste |
Casos de afogamentos podem ser evitados
Houve um aumento na procura das pessoas pelo lazer tendo em vista as altas temperaturas e o período de férias. Conforme o subcomandante do Batalhão de Bombeiros Militar de São Miguel do Oeste e instrutor de Salvamento Aquático, capitão Michael Magrini, este aumento é percebido pelo grande número de pessoas em áreas de banho, tanto no Extremo Oeste como no litoral catarinense.
A recomendação do bombeiro é que nestes casos, procure-se locais em que tenha guarda-vidas sinalizados, com pessoas que trabalham no salvamento e na prevenção. "Às vezes quando não dá tempo de trabalhar na prevenção, e alguém acaba sendo imprudente demais, acontecem afogamentos, arrastamentos ou as pessoas acabam indo para o fundo do rio", comenta Magrini.
Segundo ele, recentemente na região ocorreram seis casos de óbitos por afogamentos, e isso preocupa os profissionais de segurança. Algumas orientações são passadas para quem for tomar banho de rio, mar, piscina, cachoeira, ou até mesmo de açude. O primeiro ponto a lembrar é levar algum material como isopor, boia, cordas ou cabos para jogar no caso de emergência, o que aumenta a sensação de prevenção. "As pessoas só pensam em relaxar, na parte do lazer e acabam pecando um pouco na questão da prevenção então muitas vezes você tendo um material desses e conseguindo alcançar evita bastante riscos", afirma.
Conforme o bombeiro, há diversos casos em uma situação de emergência em que um amigo ou familiar tenta socorrer alguém, por vezes até socorre, mas, no entanto, por causa do desgaste físico, não consegue mais voltar para a margem, e pode vir a afogar-se. Outras situações que Magrini cita são o cuidado com faixas etárias mais frágeis e, portanto, que merecem mais atenção. Uma delas é a das crianças, que não têm medo, gostam de brincar na água e não percebem os riscos. Afogamentos de bebês podem acontecer inclusive em baldes de água nestes casos, e por isso a presença de um pai, mãe ou tutor é sempre necessária. Segundo Magrini, colocar uma boia na criança, saber o número de emergência e saber as primeiras manobras de socorro podem salvar vidas.
Também para idosos é preciso acompanhantes, uma vez que este grupo pode ter necessidades apesar de conhecerem os riscos. "Mesmo que seja um local não tão profundo, eles podem cair e não conseguirem levantar, pois eles não têm mais o condicionamento físico", afirma o instrutor.
As bebidas alcoólicas também podem ser fatores de risco para quem aventura-se em locais com água, pois ela traz uma sensação de coragem, e pode fazer com que o banhista passe dos limites. "Nesse caso, pode acontecer alguma caibra ou mal-estar mesmo em pessoas que sabem nadar, o que pode causar afogamento", alerta.
No socorro, é importante evitar entrar na água. O bombeiro explica que as equipes de segurança, mesmo treinadas, entram na água para fazer salvamentos munidas de equipamentos de proteção, como nadadeiras e iceberg. "Se alguém quer fazer um resgate, tem que ter pelo menos alguma coisa que vai ajudar, uma boia, cabo, porque o risco de ter mais um afogamento é bem elevado", comenta. É fundamental também sempre acionar a Central de Emergência no telefone 193 para que sejam feitas as orientações de salvamento até a chegada da equipe do resgate.
Para banho de mar, que também pode ser uma forma de lazer nestes dias quentes, o instrutor recomenda o uso do aplicativo Praia Segura, que informa o nível das ondas, o risco do mar, (elevado, médio ou moderado), bem como a temperatura da água e questões de contaminação. "Então a pessoa naquele momento vai poder escolher uma praia que estará condizente com o que ela procura, e chegando lá pode procurar um guarda-vidas para perguntar qual é o melhor local para banho, que ele irá informar", aconselha Magrini.
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