Câncer de mama

Câncer de mama
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Na última semana, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) lançou recomendações para reduzir a mortalidade por câncer de mama no Brasil. São sete orientações que destacam as prioridades de ação para o controle da doença, responsável por cerca de 11 mil mortes por ano no país. Destinado à população em geral e a profissionais e gestores do Sistema Único de Saúde, o documento faz parte das comemorações do Outubro Rosa, mês de mobilização mundial em torno do tema. 

As recomendações alertam para a necessidade de a mulher ficar atenta aos primeiros sinais e sintomas da doença e buscar avaliação médica; consideram como direito da mulher com nódulo palpável e outras alterações suspeitas na mama receber diagnóstico no prazo máximo de 60 dias; e reforçam a necessidade da realização de mamografia a cada dois anos para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, já que a detecção precoce em mulheres saudáveis nesse período reduz a mortalidade. A quinta recomendação fala sobre a necessidade de que os serviços de mamografia façam parte de programa de qualidade, com certificação visível para as usuárias. A sexta orientação informa sobre formas de prevenção: controle do peso e do consumo de álcool, além da prática da amamentação e de atividades físicas. Por fim, o último item alerta sobre o aumento do risco de câncer de mama com a adoção de terapias de reposição hormonal no período pós-menopausa, que deve ter rigoroso acompanhamento médico.
Segundo a Estimativa 2010 - Incidência de Câncer no Brasil, produzida pelo Inca, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. O Instituto estima 49.240 novos casos para 2010. Na maioria dos casos de câncer de mama, não há uma causa específica. Há alguns fatores que estão associados ao aumento do risco de desenvolver a doença. A própria idade é um deles, pois a chance aumenta à medida que se envelhece. Menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade (não ter filhos), primeiro filho em idade avançada, não amamentação e uso de terapia de reposição hormonal são fatores associados ao risco. Consumo excessivo de álcool, obesidade na pós-menopausa e sedentarismo também. Os fatores hereditários são responsáveis por menos de 10% dos cânceres de mama. O risco é maior quando os parentes acometidos são de primeiro grau (pai, mãe, irmãos, filhos).
A forma mais habitual é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor. Outros sinais e sintomas menos frequentes são edemas semelhantes à casca de laranja, irritação ou irregularidades na pele, dor, inversão ou descamação no mamilo e descarga papilar (saída de secreção pelo mamilo). Podem também surgir nódulos palpáveis na axila. O Inca destaca ainda a importância de que a mulher esteja atenta ao seu corpo e à saúde das mamas. A recomendação é que, diante da observação de qualquer alteração ou mudança nas mamas, busque imediatamente a avaliação de um médico. 
De acordo com a secretária de Saúde de Guarujá do Sul, Dalvâni Roberta Lermen, o posto central realiza os exames durante todo o ano, mas esse mês é especial devido à campanha. Ela destaca que em 2010 a secretaria já encaminhou 182 mulheres para fazer o exame de mamografia gratuitamente. ?Agora, em outubro, queremos dar mais destaque as cuidados que se deve ter?, destaca. A secretária explica que inicialmente é realizado o exame do toque. Se notada alguma anormalidade, é feita a mamografia, que é rápida e indolor. ?Quanto mais cedo descoberto, maior a chance de cura?, enfatiza. A secretária alerta que o que mais dificulta o tratamento é o estágio avançado em que a doença é descoberta. A maioria dos casos no Brasil, segundo ela, é diagnosticada em estágios avançados (III e IV), diminuindo as chances de sobrevida das pacientes e comprometendo os resultados do tratamento.
 
REALIZAÇÃO DO EXAME
Para mulheres acima de 40 anos de idade, o exame deve ser realizado anualmente, e para aquelas na faixa etária de 50 a 69 anos, recomenda-se a realização de uma mamografia, pelo menos, a cada dois anos. As mulheres submetidas a esses exames devem ter acesso garantido aos demais procedimentos de investigação para diagnóstico e tratamento, quando necessário.
 
AUTOEXAME
Todo mês, sete dias a partir do primeiro dia da menstruação é o momento de a mulher fazer o exame. Se estiver na menopausa, marque um dia fixo para todos os meses. 
Siga estas orientações:
-De pé, defronte do espelho, coloque o braço atrás da cabeça e toque as mamas com a ponta dos dedos, desde o mamilo até a axila. 
-Verifique se há dor ou se existem em seus seios caroços, nódulos, inchaços, mudanças de coloração ou, ainda, líquidos nos mamilos. 
-Depois, deite-se na cama, com o braço atrás da cabeça, e repita o mesmo processo. 
-Caso você perceba qualquer alteração, mínima que seja, ou tenha alguma dúvida, procure o mastologista ou seu ginecologista, ou vá a um posto de saúde ou a um ambulatório.
-O autoexame das mamas não deve substituir o exame clínico
-O exame clínico deve ser realizado por profissional de saúde treinado para essa atividade. Entretanto, o exame das mamas pela própria mulher ajuda no conhecimento do corpo e deve estar contemplado nas ações de educação para a saúde.
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