Câmara aprova criação de comitê para a revisão das dívidas nos municípios

Na noite da última quarta-feira, dia 19, a Câmara dos Deputados aprovou destaque do DEM

Na noite da última quarta-feira, dia 19, a Câmara dos Deputados aprovou destaque do DEM para derrubar veto do presidente da República da emenda do deputado Celso Maldaner (PMDB-SC), que cria o CRDPM (Comitê de revisão da dívida previdenciária dos municípios com a União). Esse comitê e as regras gerais da revisão dos débitos foram vetados pelo presidente da República quando da sanção da Medida Provisória 457/09 (Lei 11.960/09), que concedeu novo parcelamento de dívidas aos municípios.

Segundo Maldaner, o CRDPM terá por finalidade proceder ao encontro de contas entre débitos e créditos previdenciários dos municípios e do Regime Geral de Previdência Social, decorrentes, entre outros: dos valores referentes à compensação financeira entre regimes de previdência de que trata a Lei n° 9.796/1999; valores pagos, indevidamente, a título de contribuição previdenciária dos agentes eletivos federais, estaduais e municipais previsto na Lei 8212/1991, declarada inconstitucional pelo STF; valores considerados prescritos pelo STF; valores apurados em razão da redução do saldo devedor, readequação dos percentuais de retenção ou de valores das parcelas de amortização nas prestações vincendas.

Para ele a principal conquista com a aprovação da emenda é a certeza de que a relação INSS e município ficará transparente, "Agora os municípios não terão que confessar dívidas e aceitar valores que antes não poderiam ser discutidos e reavaliados. Agora só paga o que realmente se deve", disse.

Conforme o deputado, outra vantagem é que quando houver nova negociação, o INSS terá que abater na cobrança os valores que deve aos municípios, como por exemplo, os servidores que contribuíram para o INSS, mas se aposentaram pelo regime próprio do município.

A MP garante o repasse, neste ano, de R$ 1 bilhão ao FPM (Fundo de Participação dos Municípios) para ajudar as prefeituras a enfrentar as consequências da crise financeira.

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