Banda da família Luft animou muitas festas
A família de origem alemã era muito alegre, e por gostar de diversão Luft confeccionou alguns instrumentos (o violino, a bateria e o bandolin) que juntando-os a outros, adquiridos, servia para animar bailes e festas na região. Uma das lembranças inesquecíveis para a filha Maria foi a de uma longa caminhada, de Bandeirante até São Miguel do Oeste, após tocarem a noite inteira em um baile na comunidade.
"Fomos bem animados para tocar aquele baile na comunidade de Bandeirante. Após longas horas de trabalho, recolhemos os instrumentos e nos preparamos para irmos embora. Em certo trecho do caminho, o carro que estávamos quebrou e, olhem só... Tivemos que voltar a pé, pois era domingo de Páscoa e nem em sonho meu pai ficaria fora de casa, nesta data que considerava especial, sem reunir a família", revela.
Como forma de colaborar com a memória histórica e cultural do município que acolheu seus pais, os filhos de Eduíno Luft doaram ao Museu Municipal, algumas fotografias e instrumentos musicais.
Na então Vila Oeste, a família tinha como atividade, o corte e a venda de lenha. Trabalho que o casal Luft realizava com o auxílio das filhas mais velhas. "Nós recolhíamos as toras e galhos nas matas, nas propriedades dos colonizadores, e as serrava com a força gerada pela roda d'água que ele mesmo fabricou. Depois que a lenha estava pronta eu efetuava a entrega nas casas com uma carretinha de duas rodas puxada por uma vaquinha Jerssey. Fomos criados com muito amor e apesar de algumas dificuldades que existiam na época, éramos muito felizes. Meu pai morreu em 1970, aos 52 anos e não pode ver funcionando o moinho que construiu na Linha Santa Catarina", diz.
A família tinha também algumas casas que eram alugadas para funcionários da Sicam, empresa colonizadora.
(Matéria divulgada em fevereiro de 2004)
Nas fotos:
- Eduíno João e Cecília Luft, com os filhos Maria, Imilda, Inês, Luiz Antônio, Pedro João, e Célia
- Casa da família Luft construída onde se localiza a passarela entre as ruas 7 de Setembro e Rui Barbosa. Ao lado, a roda d'água que era utilizada para serrar lenha, funcionava com a energia da água represada do Rio Guamerim
Mais sobre:








Deixe seu comentário