Bancários permanecem em greve

Bancários permanecem em greve
Folha do Oeste

Unidades da região encontram-se com funcionamento limitado

Com exatamente doze dias do início das paralisações dos bancários, o Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários de São Miguel do Oeste e região continua encaminhando agências à greve. Bancos da região encontram-se com funcionamento limitado.
A Caixa Econômica Federal, por exemplo, está realizando trabalhos apenas nos caixas eletrônicos e nas lotéricas. Já o Banco do Brasil divulgou orientações aos seus clientes de como proceder, incluindo o autoatendimento, o site www.bb.com.br para consultas, pagamentos e transferências e o número da central de atendimento 0800-7290001 para consultas e dúvidas. Há também o correspondente bancário, no caso a Rede Cash, unidade conveniada que efetua transações bancárias. Em SMOeste, há uma unidade localizada na Rua Padre Aurélio Canzi, ao lado da agência do Banco do Brasil. O horário de atendimento vai das 9h às 16h, onde os serviços com códigos de barra são aceitos até o valor de R$ 10 mil. Já os que não possuem código têm limite de R$ 1 mil. Pagamentos de IPVA poderão ser feitos na Rede Cash, basta que o cliente apresente o documento CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo). Em caso de necessidade de visita a uma agência, as mais próximas disponíveis são: agência de Descanso, localizada na Avenida Martin Piaseski, 486 - Centro, e agência de Guaraciaba, na Rua Presidente Castelo Branco, 63 - Centro.
Levantamentos realizados no dia 6 de outubro mostram que 8.758 agências por todo o país estavam fechadas. Na região, estão fechadas as agências da Caixa Econômica Federal de Dionísio Cerqueira, São José do Cedro, SMOeste e Maravilha. Já do Banco do Brasil, não atendem as agências de Maravilha, SJCedro e duas em SMOeste, sendo uma do BB Besc.
A última proposta oferecida pelos donos de bancos foi de 8%, sendo pelo menos 4% inferior ao exigido pelos empregados. De acordo com o presidente do Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários de São Miguel do Oeste e região, Lóris Marconatto, depois da rejeição dessa proposta por parte dos bancários, houve um silenciamento nas negociações. “Os empregados estão chamando, combinando possíveis ajustes. Estes números e propostas são ajustáveis. Mas os negociadores do banco estão se recusando a tentar algum ajuste”, explica.
A data base para o dissídio coletivo dos bancários, ou seja, a estruturação de como será o salário para os próximos 12 meses, é setembro. Dessa forma, o oferecido pelos banqueiros foi negado, pois, como explica Marconatto, representa apenas a reposição da inflação. “Desses valores, apenas 0,2% é o ganho real; 8% é só para manter os salários. A primeira proposta era de pouco mais de 7%, mas isso a inflação já derrubou. Os empregados pediram então 5% a mais dessa oferta, para que exista uma verdadeira mudança”, ressaltou.

GREVE DOS
CORREIOS

Representantes da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) e da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em empresas de Correios e Telégrafos e Similares) retornaram nesta sexta-feira, dia 7, às 14h, ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) para dar prosseguimento à instrução do dissídio coletivo instaurado pela empresa, na qual pede que o TST declare a abusividade da greve da categoria, iniciada em 14 de setembro. Porém, terminou sem acordo a audiência de conciliação realizada nesta data, entre os trabalhadores e a diretoria dos Correios. Diante do impasse, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, João Oreste Dalazen, determinou a abertura de dissídio coletivo, que será julgado na próxima terça-feira, dia 11, às 16h. Na quinta-feira, dia 6, Dalazen determinou à Fentect que mantenha em atividade o contingente mínimo de 40% dos empregados de cada unidade operacional da empresa durante o movimento grevista, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Na decisão, o TST destaca os prejuízos causados pelo movimento grevista aos serviços de natureza eminentemente sociais, na entrega de correspondências, remessas nacionais e internacionais, medicamentos, livros didáticos, no pagamento de aposentadorias, entre outras.
A decisão do presidente do TST ocorreu após a rejeição, pela categoria profissional, do acordo firmado entre a ECT e a Fentect em audiência realizada no TST na terça-feira, dia 4. O ministro Dalazen resolveu antecipar a audiência, inicialmente marcada para segunda-feira, dia 10, devido ao “interesse público” da greve, pois os serviços prestados pela ECT seriam essenciais para a população. Dalazen utilizou como base para a sua decisão o artigo 11 da Lei de Greve, segundo o qual, “nos serviços ou atividade essenciais, os sindicatos, empregadores e os trabalhadores ficam obrigados, de comum acordo, a garantir, durante a greve, a prestação de serviços indispensáveis ao atendimento da população”.
A direção dos Correios informa que mantém as portas abertas para o diálogo e segue defendendo que o retorno à normalidade deve ser o mais rápido possível. À população brasileira, os Correios asseguram que a distribuição de correspondências e o atendimento ao público nas agências estão mantidos. A direção destaca ainda que os Correios fazem uma operação especial dedicada ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Conforme eles, em função disso, não haverá problemas na distribuição dos cartões de confirmação, nem tampouco das provas (que são distribuídas no dia da aplicação do exame).

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