Atendimento incerto pelo SUS

Atendimento incerto pelo SUS
Arquivo Folha do Oeste

Prazo de descredenciamento do Casa Vitta encerra em fevereiro

Em São Miguel do Oeste, atendimento na área da saúde pelo SUS (Sistema Único de Saúde) tem causado preocupação e polêmica. De acordo com o sócio-proprietário do Casa Vitta, Marcos Pelegrini, o hospital ainda está cumprindo o prazo de descredenciamento, que encerra no dia 10 de fevereiro. ?O hospital, assim como toda a população da região, acreditava que o hospital fosse iniciar as atividades em dezembro. No entanto, estamos preocupados, porque, mais uma vez, essa inauguração foi adiada e não sabemos a real situação da estrutura desta obra?, destaca.
Pelegrini ressalta que vários secretários de Saúde procuraram o hospital para que se mantivesse o atendimento. Conforme ele, a partir disso, a unidade se propôs a permanecer atendendo pelo SUS, desde que houvesse melhora no atendimento, com a qualidade mínima necessária. ?Encaminhamos uma carta para a Secretaria municipal e estadual de saúde, sendo que o município se posicionou de maneira favorável e o estado não nos respondeu diretamente, mas disse por meio dos meios de comunicação que não tem interesse, que vai acatar o pedido do hospital e que devemos atender até o dia 10 de fevereiro?, aponta.
Segundo o profissional do Casa Vitta, entre as melhorias solicitadas, destaca-se o credenciamento de ressonância magnética  pelo SUS, o pedido em ser referência em alguma especialidade, até para melhorar a remuneração e implantação do HumanizaSUS, que é um atendimento de maior qualidade no pronto socorro, além disso, foi solicitado novo centro cirúrgico e investimento do Estado na compra de alguns equipamento.s ?Porém, por meio da imprensa, o Estado se manifestou desinteressado e que está procurando outras alternativas, como a distribuição de pacientes da região em outros hospitais. Como médico que atua aqui desde 2003, e atendo casos graves eu fico preocupado, porque eu sei, que a partir do dia 10 de fevereiro o hospital realmente vai parar de atender, estará descredenciado do SUS. Eu duvido que o hospital regional esteja em funcionamento pleno nos próximos seis meses. Eu acho, humanamente difícil, ou seja atendimento com internações, cirurgias, especialidades, atendendo a demanda do município e região. Sabemos dos riscos dos nossos pacientes graves serem transferidos. A saúde de SMOeste precisa ser encarada com muita seriedade e preocupação, porque todos pagam seus impostos e toda a população tem direito de receber um atendimento digno. Acredito que a situação vai ficar grave?, revela.
Pelegrini destaca ainda que o prazo de atendimento do plantão para SMOeste encerra no próximo dia 31. ?Até o momento ninguém nos procurou para renovação. A situação da saúde local é crítica, porque ainda tem pagamentos atrasados. Hoje temos três plantonistas outros três já pararam o atendimento. Se não for renovado, não sei quem vai atender pelo plantão?, aponta. Segundo a secretária de Saúde, Beatriz  Soares, já houve uma conversa prévia com representantes do hospital. Conforme ela, existe o interesse da Secretaria Municipal da Saúde em manter o plantão pelo Casa Vitta, pelo menos até o descredenciamento SUS. ?Acreditamos, esperamos e torcemos para que o hospital regional possa oferecer atendimento o mais breve possível. Quanto ao pagamento de plantonistas, essa semana deve ser feito o repasse de mais uma parcela aos profissionais?, destaca. 
Sobre o atendimento do SUS, o gerente de Saúde, Volmir Giumbelli, afirma que só tem conhecimento da manifestação do secretário de Estado por meio da imprensa, no entanto, a gerência não tem nenhuma posição sobre o assunto. No último dia 2, o governador Leonel Pavan declarou estado de emergência que vigorará por 180 dias. Conforme a secretária, Beatriz Soares, isso significa que se o paciente não tiver como ser atendido devido ao descredenciamento do SUS, o Estado estará comprando leito hospitalar ou de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em qualquer hospital. Beatriz assegura que o Estado revelou que após o descredenciamento, o Hospital Regional fará o atendimento de urgência e emergência em um primeiro momento, além disso, a unidade estará direcionando para o hospital de referência, os demais atendimentos, uma vez que não será possível o atendimento pleno no início. 

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