Atenções voltadas para a E.E.B. Padre Vendelino Seidel

Atenções voltadas para a E.E.B. Padre Vendelino Seidel
Folha do Oeste

Professores enaltecem o uso de jornais como apoio às ações pedagógicas

Sempre descobrindo novas ações, opiniões e valores individuais, a coordenação do Programa Jornal, Educação e Cultura - Folha do Oeste na Escola fez novas visitas nas unidade da região. Nesta semana, foi a vez de compreender um pouquinho mais algumas ações na escola Vendelino Seidel, de Iporã do Oeste, em que as diretoras presentes no momento, Ivete Klein Haas e Sonia Kist, receberam atenciosamente a equipe, na busca de divulgar algumas atividades da escola.
A equipe conversou com Neusa Hahnn Beilke, professora de 3ª série, que avalia o jornal na escola, vendo o veículo impresso como meio de comunicação. “No mundo atual, existem “n” maneiras de o aluno aprender, já não é mais aluno e professor em sala de aula. Então temos as multimídias e os meios de comunicação. O jornal é uma forma de comunicação atualizada e escrita. Por essa razão que quando minha turma recebe o jornal, trabalhamos a leitura, mas também trabalhamos a composição do jornal, estudamos desde o nome, a divulgação e circulação, além de diversos aspectos dentro do que é possível para uma turma de crianças com oito anos de idade”, explica.
Neusa salienta ainda algumas propostas de conteúdo em sala. “Trabalhamos a enquete, por ser um texto de opinião, isto é, a importância de cada um ter uma opinião sobre um assunto; muitas vezes, as enquetes são relacionadas a assuntos que elas próprias conhecem, emitindo suas opiniões. Estudamos as charges, que é muito interessante. Já é outro tipo de texto, é uma forma descontraída de transmitir uma mensagem. Fizemos painéis, onde a interpretação foi feita por eles. A charge representa um fato do momento e salientamos isso com as crianças. Trabalhamos também as notícias e informações locais da região. É importante, e eu chamo atenção das crianças para que ouçam rádio também, porque é informação. Trabalhamos as propagandas, os enunciados, os títulos, a previsão do tempo. Em determinadas semanas, questionamos a validade e atualidade da informação. Alguns jornais por vezes trazem erros de digitação, e esta é uma forma de a criança observar e perceber essas falhas e verificar como é o correto”, destaca.
A professora, que tem 23 anos de magistério e com vasta experiência na área pedagógica, atesta a importância da informação contida dos periódicos. “Vejo que é uma forma de a informação chegar às famílias, porque depois que a gente trabalhou isso em sala, eles levam para casa o jornal, visto que nem toda a família tem assinatura de jornais. Quando eles levam, procuro fazer um feedback, gerando discussões, curiosidades e dúvidas de assuntos diversos. Nesta semana, estamos trabalhando sobre alimentação saudável, e o jornal é de grande valia nessas pesquisas. Na minha avaliação, o jornal é uma peça fundamental para o ensino/aprendizagem”, completa a profissional.
De acordo com a professora de Língua Portuguesa e Espanhol, Simone Bernardi, a turma tem utilizado o jornal de maneira significativa. “Trabalhamos na 7ª Série sobre a adolescência, bem como uma entrevista com uma adolescente que o jornal trouxe, e discutimos sobre o que faltaria para a jovem ter uma vida legal aqui no município”, conta. A escola trabalha unida, professores fazem ações conjuntas. “Eu e a professora Erenise Vogt, de Inglês, estamos trabalhando o projeto do “Eu”, então utilizamos o perfil “Tipo Assim”, dos jovens, e verificamos o que pensam. Posteriormente, cada um fará seu próprio perfil. Temos trabalhado bastante com o jornal, é uma série de possibilidades. É importante que o jornal circule assim, porque as informações que eles trazem resultam em percepções dos alunos, e isso enriquece muito a aula. Às vezes, temos a leitura de que os alunos não sabem ou não se importam, isso não é uma verdade, eles sabem sim, eles se importam e buscam, comentam. É uma fonte em que sai da fofoca e vai pra verdade, notícia, realidade. A ideia de que só querem entretenimento não é verdade, eles se importam em saber das notícias. Acabam levando pra casa e compartilham com a família, fazendo uma ponte da escola com a família, criando senso crítico, entre outros. Nossos alunos precisam de leitura e como o jornal tem um nível bom, é bem escrito, é possível aproveitar muito. Adaptar artigos com os conteúdos programáticos de sala de aula, com o jornal complementando a ação pedagógica, ampliando o vocabulário, acaba-se por descobrir palavras”, considera a educadora Simone.

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