Apenas 3,5% dos catarinenses compram pela internet
“Quem manda nos nossos negócios não somos nós, é o consumidor”. Esta foi a principal mensagem que Conrado Adolpho Vaz (um dos mais respeitados estrategistas em marketing digital do Brasil) deixou ao público, formado por 1600 pessoas, durante a palestra “Google Marketing”, no último dia da 43ª Convenção Estadual do Comércio Lojista, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó. Destacou que apenas 3,5% dos consumidores catarinenses compram pela internet.
Durante duas horas e meia, Vaz apresentou as tendências e movimentos de concorrentes e consumidores utilizando redes sociais e o Google. Orientou como desenvolver o planejamento de marketing digital e apresentou técnicas para produzir conteúdo, visando proporcionar uma boa posição no Google e fortalecer o índice de visitantes, transformando-os em potenciais clientes através de informações consistentes e confiáveis.
Ao apresentar a ferramenta de palavra-chave e os insights (ferramenta para pesquisa, que permite comparar padrões de volume de pesquisa em regiões, categorias, períodos e propriedades específicos) mostrou que se o empresário conhece a sazonalidade do seu produto, o perfil do seu consumidor e a quantidade de pessoas que pesquisa no Google, obterá crescimento.
Exemplificou a loja Breshow (loja de aluguel de fantasias de São Paulo) destacando que 90% dos clientes que procuram o estabelecimento, visualizam pela internet. A loja recebe uma média de 100 e-mails por dia e muitos telefonemas. “O Google envia, em média, mais de 200 mil visitas por mês ao site por meio de quase 30 mil palavras-chave”, revelou.
Salientou ainda, que há dois anos, a loja gastava mais de R$ 20 mil por mês em propaganda e tinha apenas 40 mil visitas mensais. Atualmente, não gasta nada em divulgação e fatura muito mais. “Se o seu concorrente não está na internet é a melhor hora para você entrar. Quem manda nos nossos negócios não somos nós, é o consumidor e, se ele está na internet, você também tem que entrar”, orientou o público.
Para Vaz, é necessário reinventar o marketing. “A pesquisa de palavra-chave e o Google insights são ferramentas de mercado. As pessoas não esperam mais pela notícia como antigamente. Hoje é o consumidor que vai atrás do que quer”. Também disse que o consumidor que reclama é o melhor cliente. “O canal aberto para o consumidor é fundamental para saber o que ele procura”.
O palestrante fez uma previsão: Sul do país será daqui alguns anos o local com maior uso da internet. Segundo ele, apenas 3,5% dos consumidores catarinenses compram pela internet. Destes, 88% consomem produtos de lojas de São Paulo. “Isso é um alerta aos lojistas do Estado. Vocês estão perdendo88% das vendas”.
MENSURAÇAO
O estrategista também falou sobre as funcionalidades que devem estar presentes nos sites de empresas para gerar acessos e obter mailing qualificado por meio de “chamarizes” digitais. Orientou sobre como promover produtos ou serviços na internet por meio de ações de marketing e como trabalhar a marca em redes sociais e desenvolver campanhas eficientes.
Mostrou, ainda, como trabalhar com mensuração de resultados pelo Google, visando o aumento da lucratividade. Segundo Vaz, atualmente, a visita virtual é a primeira que o consumidor faz nas empresas. “A internet não é uma rede de computadores, é uma rede de pessoas. Através dessa ferramenta, o consumidor pode confiar mais ou menos no seu negócio”. Portanto, entre dois sites concorrentes, vai se desenvolver o que tiver a melhor imagem, o melhor texto, o que apresentar conteúdo atrativo e informativo de qualidade. “Cuidem da informação que vocês passam, pois é a partir dela que as pessoas decidirão se compram ou não o seu produto”, alertou.
Outro ponto importante da palestra foi o tema E-commerce (forma on-line de compra e venda). “No E-commerce, o cliente compra a informação. Por isso, é fundamental que apresente conteúdo de qualidade”.
Lembrou que no passado, quem tinha dinheiro montava as indústrias. Hoje basta ter uma ideia e colocar em prática. “Nos dias atuais, você produz o que é vendido e movimenta a economia com o seu talento”.
Na visão do palestrante, com a fluidez de dinheiro existente hoje, as pequenas empresas podem obter crescimento. “O dinheiro é fluido porque navega no local virtual. Seu concorrente hoje não é mais a loja vizinha, mas sim o garoto que está produzindo uma infinidade de produtos nas redes sociais”.
Vaz definiu as redes sociais como a reprodução dos desejos das pessoas no mundo real. Por este motivo, orientou os lojistas a criar suas redes para conhecer o perfil de seu cliente.
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