Apae: 30 anos dedicados à educação especial

Profissionais destacam os benefícios no desenvolvimento da independência

Em 23 de outubro de 1978, um grupo de pessoas, ligadas direta ou indiretamente ao problema da pessoa com deficiência intelectual, constituiu a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de São Miguel do Oeste, mantenedora da Escola Especial Caminho Alternativo, com o objetivo de dar atendimento aos deficientes intelectuais do município.

Em 28 de novembro do mesmo ano foi constituída a primeira diretoria, sendo eleita presidente a fundadora Edith Assenheimer. Iniciava então a história da Apae de SMOeste. Nestes 30 anos estiveram à frente da diretoria da entidade Edith Iria Assenheimer, Ademar de Quadros Mariani, Osmar Siqueira Solis, Erni Assenheimer, Valdir Fedrizzi, Alexandre Grierson Spessatto, João Carlos Kreibich, Alfredo Spier, Lucia Perondi Minetto, Alcides Casagrande, Nelson Gomes, Ferdinando Donada, Dolores Carmen Fontana. Atualmente, quem preside a associação é Ferdinando Donada.

Em 1981, a entidade passou a atuar em sede própria, em terreno doado pela prefeitura, com recursos assistenciais e da comunidade. Após a construção de novas dependências, dispõe de capacidade física apropriada para o atendimento pedagógico e técnico necessários para a reabilitação da pessoa com necessidades especiais e familiares.

A Apae conta também com um miniginasio de esportes, que é utilizado para as práticas esportivas e culturais de seus alunos, oferece também local apropriado para a modalidade de equoterapia, que é mais um serviço de reabilitação. Em 2008 foi concluída a construção de uma piscina coberta com devido aquecimento e com toda a infra-estrutura necessária e adequada para o atendimento e tratamento através da hidroterapia.

Com a participação de 116 alunos em 30 anos de trabalho, o objetivo da instituição é atender à pessoa com deficiência mental com serviços de qualidade e o firme propósito de torná-lo cidadão, respeitando seus direitos e deveres. De acordo com os profissionais, hoje, a Apae de São Miguel do Oeste mantém os seus serviços graças aos recursos dos governos de São Miguel do Oeste, Bandeirante, Paraíso, Barra Bonita, Tunápolis, complementando-os com recursos dos convênios federal e estadual, e de doações de amigos através do quadro social e eventos filantrópicos.

ATUAÇÃO

Entre as inúmeras atividades desenvolvidas na entidade está a equoterapia. Conforme o fisioterapeuta Ronny Kufner e a professora educação física Miria Schneiders, a equoterapia oferece vários benefícios no aspecto social, que é a integração com outras pessoas, atividade em espaço diferente e aspecto afetivo.

Conforme Miria, a equoterapia contribui ainda para a independência e evolução na coordenação motora, melhora o equilíbrio e a postura. Segundo o fisioterapeuta, a maioria dos alunos participam das atividades, exceto os que possuem contra-indicações. \"Eles adoram. É a parte recreativa que beneficia os estudantes. As atividades são fundamentais para eles conquistarem a independência\", acrescenta. Além da equoterapia, também são desenvolvidos a hidroterapia e os exercícios no solo, em que são trabalhados diferentes estímulos.

Já o terapeuta ocupacional trabalha mais com atividades da vida diária, como comer e beber sozinho. A afirmação é da terapeuta Déborah Caous, que destaca que o trabalho é feito junto com outros profissionais, de acordo com a necessidade individual de cada um. \"A independência é o maior benefício que o aluno tem\", garante.

A fisioterapeuta Adriana Dessuy aponta que o trabalho da fisioterapia na instituição tem como propósito, além da prevenção de deformidades, a reabilitação, buscando proporcionar ao aluno uma melhora da sua funcionalidade, por meio de exercícios na água e no solo.

Prevenção e promoção da saúde em geral: assim a fonoaudióloga Bruna Cecin Grzebieluchas define as atividades desenvolvidas na entidade. \"Trabalho a linguagem, a fala, a comunicação alternativa e com dificuldades de glutição\", explica. Para ela, as atividades são fundamentais para o bom relacionamento dos estudantes.

Além destas atividades, os alunos desenvolvem capacidades em trabalhos manuais. A professora responsável pela oficina terapêutica protegida, Elenes Terezinha Bianchi, funcionária há 28 anos na instituição, ressalta que as atividades são uma terapia para os alunos. Trabalhos de reciclagem para confeccionar cartões de papel, atividades manuais, como tapeçarias, bordado, crochê e jardinagem, são alguns dos trabalhos desenvolvidos nesta oficina diariamente.

Ao destacar a evolução da entidade, a professora da turma ocupacional, Rosani Finn Wathier, garante a qualidade no atendimento. Ela salienta que atualmente há mais recursos que contribuem com o desenvolvimento de projetos.

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