Anunciada necessidade do Hemocentro na região
Pedido é para que unidade seja instalada em SMOeste para facilitar o acesso do público regional
Quando se fala em doar sangue, logo nos vem à mente o vaivém do público regional para a unidade do Hemosc (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina) em Chapecó, ou vice-versa. O fato é que já é possível perceber a demanda suficiente para se implantar uma unidade de coleta no extremo oeste; prova disso são as frequentes visitas da equipe do Hemosc aos municípios da região, momento que promovem a coleta do material. Em São Miguel do Oeste, por exemplo, a coleta é feita a cada três meses e a demanda de doadores cresce cada vez mais. Nesta terça-feira, dia 27, a unidade do Hemosc de Pato Branco esteve em Campo Erê coletando sangue de aproximadamente 90 doadores.
Em São José do Cedro, na última semana, a equipe da Secretaria de Saúde de São José do Cedro realizou a pré-coleta de sangue das pessoas interessadas em se tornar doadores. O projeto, voltado aos estudantes universitários e do Ensino Médio com idade superior a 16 anos, obteve grande participação, inclusive de pessoas que não faziam parte do público-alvo. De acordo com dados do setor de epidemiologia, 129 pessoas colheram amostras que irão para análise. O secretário de Saúde, Ironi Fedrizzi, explicou que a próxima etapa será agendar as pessoas aptas para doação. A coleta de sangue será realizada no dia 5 de outubro. Nesse dia, representantes do Hemosc estarão no município para realizar a coleta de sangue dos doadores já cadastrados e das pessoas que aderiram à ação com o projeto Jovem Doador. Fedrizzi destaca que a iniciativa da Secretaria de Saúde, juntamente com o Léo Clube do município, objetiva demonstrar a importância do gesto de responsabilidade social, cidadania e solidariedade.
Essas são algumas provas de que o extremo oeste é solidário e que a instalação de uma unidade de coleta mais próxima facilitaria o acesso e as doações do público local. Por meio de moção, aprovada na sessão do dia 13 de setembro, da Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste, o vereador Valnir Scharnoski pede que seja estudada a viabilidade da implantação de um Hemocentro Regional ou um núcleo de coletas de sangue no município. Segundo Scharnoski, SMOeste conta com o Hospital Regional, dois hospitais particulares e futuramente terá a Unidade de Pronto-Atendimento, todos com atendimento regional. Ele destaca que a demanda por bolsas de sangue tende a aumentar e que a instalação de um centro no município beneficiará a população regional. “Além disso, haverá mais facilidade para a doação de sangue, gerando um maior número de doações. A coleta feita pelo Hemocentro de Chapecó acontece somente algumas vezes no ano e uma unidade permanente em SMOeste proporcionaria a coleta constante”, analisa.
A secretária de Saúde de SMOeste, Beatriz Soares, também se manifesta a favor da instalação de uma unidade no município. “Há um tempo já fomos atrás para trazer um Hemocentro para São Miguel. Com a vinda do Hospital Regional, essa necessidade aumenta. Porém, isso depende também do Estado, principalmente na questão de estruturação, mas sabemos que uma força política é sempre bem-vinda. Acho que vale a pena a gente sentar e discutir, pois temos demanda. A cada coleta, pessoas ficam na fila aguardando para doar e às vezes não conseguem. Eu sou favorável. Agora temos que ver a questão de custo e benefício. Acho interessante a instalação de um centro de coletas, não só de sangue, mas de órgãos e medula, por exemplo”, salienta. Conforme a secretária, hoje o SUS quer facilitar o acesso, e um Hemocentro local facilitaria o acesso da comunidade local.
Para o diretor assistencial e gerente de enfermagem do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, Ivanês Zwirtes, a instalação de um Hemocentro em SMOeste é de extrema necessidade e o Hospital se posiciona completamente a favor desta iniciativa. Segundo ele, o Hospital utiliza, hoje, por volta de 100 bolsas de sangue por mês, sendo que em certos meses são necessárias de 140 a 200 bolsas. “Somos atendidos pelo Hemocentro de Chapecó, desta forma nós temos que nos deslocar até o município sempre que há necessidade. Isso gera um transtorno muito grande. Temos uma reserva de bolsas, mas nunca sabemos por exemplo quando acontecerá um acidente de grande porte que necessitará de muito sangue. Desta forma, até que se busque as bolsas de sangue em Chapecó, podemos comprometer o atendimento. Por esta razão, ter uma unidade em SMOeste é de extrema importância para nós. Nunca ocorreu falta de sangue, porém, pacientes já tiveram de aguardar a busca do material em Chapecó”, aponta o gerente de enfermagem.
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