Alerta máximo nas fronteiras devido à aftosa no Paraguai

Em razão da notificação de um foco de febre aftosa no começo desta semana em San Pedro, no Paraguai, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, reuniu-se ainda ontem com o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, a Cidasc, o Ministério da Agricultura, a Polícia Militar e o Sindicarne, para discutir ações preventivas visando proteger o Estado da doença, evitando assim prejuízos gigantescos. A primeira decisão, tomada na reunião para aplicação das medidas sanitárias preventivas, foi a assinatura de Decreto estabelecendo situação de emergência sanitária em Santa Catarina. Na oportunidade, também ficou acertado que a Superintendência Federal de Agricultura do Ministério da Agricultura disponibilizará 40 veículos para auxiliar na vigilância das barreiras sanitárias fixas e volantes, principalmente naquelas localizadas nas divisas com o Paraná e a Argentina.
O gerente regional da Cidasc para o extremo oeste, Dandaelei Meneghetti, alertou que o trabalho de fiscalização está sendo intensificado e que todos os veículos que ingressarem no Estado, oriundos da Argentina, do Paraguai, Paraná e Mato Grosso serão fiscalizados e desinfectados. Também haverá barreiras móveis para auxiliar os trabalhos. “Nossas equipes estão mobilizadas e o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, colocou à disposição mais pessoas e equipamentos”, informou.
Meneghetti relatou que Santa Catarina é reconhecida internacionalmente desde 2007 como estado livre de febre aftosa sem vacinação e a obrigação da Cidasc, junto com demais órgãos de governo, é de manter este status. Ele comentou que o Paraguai deverá enfrentar uma grave crise, pois a bovinocultura e seus derivados são a segunda maior fonte de renda do país, perdendo apenas para a produção de soja. “Previsões dão conta de que até o final do ano os prejuízos na economia paraguaia devam ser de US$ 400 milhões. Qualquer tipo de exportação nessa área está suspensa. Cerca de 80% da produção do Paraguai tem como destino a Rússia e o Chile”, explica.
Meneghetti alerta que é expressamente proibida a entrada de bovinos e produtos de origem animal em Santa Catarina. “O controle será rígido, inclusive contando com o apoio da Polícia Militar, que nos auxiliará na fiscalização e nas barreiras”, finalizou.

A Febre Aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta gado bovino, búfalos, caprinos, ovinos, cervídeos, suínos e outros animais que possuem cascos fendidos. Seu contágio se dá através de infecção por vírus. Após infecção, é muito comum ocorrer epidemia.

FEBRE AFTOSA

 

Algumas das principais características da febre aftosa é a elevação súbita da temperatura corporal, surgimento de bolhas na boca e em áreas mais delicadas da pele, além de salivação excessiva.

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