Agricultura de Precisão

Agricultura de Precisão
Folha do Oeste

Técnica propicia maior produção, gera maior renda e garante sustentabilidade aos produtores

A prática agrícola denominada agricultura de precisão é uma tecnologia de informação baseada no princípio da variabilidade do solo e também do clima. A partir de dados específicos de áreas geograficamente referenciadas, implanta-se o processo de automação agrícola, dosando-se adubos e defensivos visando uma uniformização do solo. O gerente comercial da Cooperalfa em São Miguel do Oeste, Francisco Souza Leite, explica que a agricultura de precisão é uma alternativa que visa maior produtividade, redução de custos e sustentabilidade ao agricultor. Desde o início deste ano, a Cooperalfa, em SMOeste, está disponibilizando aos agricultores associados o Projeto Fertialfa. ?Esse projeto tem como objetivo fazer com que o produtor perceba que é possível realizar a agricultura de precisão dentro da pequena propriedade?, diz. Segundo ele, não há essa necessidade, inclusive nem é objetivo do projeto que o produtor a realize em toda a propriedade. ?Inicia-se numa pequena área, após isso o agricultor vai lidando com uma área maior. Assim, ele perceberá claramente onde estava desperdiçando produto e onde estava aplicando demais?, explica.

Na propriedade de 32 hectares dos agricultores da linha Três Barras, interior de SMOeste, Altair José Rech e o filho Adriano Rech, o principal cultivo é o de grãos, na maioria milho, com a finalidade de se produzir silagem. Adriano comenta que há pouco tempo decidiu, junto com o pai, aderir à agricultura de precisão. ?Já conhecíamos esse sistema há algum tempo. Iniciamos recentemente, e agora vamos praticamente começar os trabalhos. Essa é uma tecnologia que uniformiza as áreas, baixa os custos e, principalmente, aumenta a produtividade?, enfatiza. Os agricultores são associados à cooperativa e deverão receber assistência técnica da Cooperalfa.
 
PROCEDIMENTO
 
O técnico agrícola Felipe Zanella explica como são realizados os trabalhos na agricultura de precisão: ?Primeiro é feita uma demarcação da área com GPS, assim delimitamos os pontos de coleta do solo que serão analisados. Em uma área de dez hectares geralmente são definidos dez pontos distintos de coleta que devem obedecer a critérios técnicos. Tudo é medido buscando uma abrangência quase que total dos 10 hectares a serem analisados?, exemplifica. Depois de coletadas, as amostras de solos são encaminhadas para um laboratório, que deverá fazer a análise. Posteriormente, são idealizados os mapas de fertilidade da área averiguada. Através desses mapas, Zanella relata que é com base no levantamento da área que os técnicos agrícolas analisam e podem orientar os produtores. ?Buscamos com a análise nos dados uma uniformidade da área, para corrigir onde precisa e aplicar os nutrientes faltantes?, diz.
Conforme o especialista, por meio dos resultados obtidos é possível verificar e localizar onde estão concentradas as chamadas ?manchas? que muitas terras da região apresentam. As ?manchas?, de acordo com Zanella, são os pontos da propriedade que apresentam deficiência de nutrientes e devem receber tratamento para se obter a uniformização do solo. ?Afinal, é isso que tira a produtividade?, ressalta. O técnico agrícola diz que os principais nutrientes do solo na agricultura são o fósforo e o potássio, ?existem outros, mas os mais conhecidos são esses?, comenta.
Dentro da agricultura de precisão existe um pré-conceito que diz que essa é uma técnica para grandes produtores. No entanto, o gerente comercial da Cooperalfa ressalta que o Programa Fertialfa na região é destinado a pequenos, médios e grandes agricultores, sem distinções. ?Podemos realizar os trabalhos com o que o agricultor possui de recursos em casa, por isso o pequeno produtor também pode aderir à agricultura de precisão. Em nossa região dá para ser realizada tranquilamente com aplicadores de ureia, por exemplo?, aponta.
Zanella ressalva que a correção e uniformização do solo se dá de forma gradativa, ?até porque alguns produtores não possuem condições financeiras. Dependendo da lavoura, pode-se usar bastantes ou poucos nutrientes?. Conforme ele, essa correção pode levar até três anos dependendo da proporção de ?manchas?. ?Se existirem poucas ?manchas? pode demorar apenas um ano; primeiramente se corrige com calcário, depois usamos fósforo e potássio conforme a necessidade?.
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