Agricultores protestam contra criação de aldeia

Agricultores protestam contra criação de aldeia
Folha do Oeste - Manifestação pacífica e ordeira terminou em frente a prefeitura de Bandeirante

Movimento repudiou a forma de a administração conduzir o processo sem uma consulta popular

Uma manifestação pacífica e ordeira marcou, na manhã de ontem (terça-feira), o protesto de agricultores residentes em linha Riqueza do Oeste, distrito de Prata e também de outras comunidades que se solidarizaram contra a possibilidade de o município de Bandeirante criar uma aldeia indígena da tribo Guarani, numa área de 800 hectares, em Riqueza do Oeste. Na passeata pela avenida Santo Antônio, os cerca de 200 agricultores conduziam faixas manifestando sua indignação e a falta de informação. Na semana, a administração de Bandeirante encaminhou um release para a imprensa explicando como estava sendo conduzido o processo para a vinda de 31 famílias e mais de 200 pessoas. No dia de ontem, durante a manifestação, membros da administração distribuíram uma nota à imprensa (muitas foram rasgadas pelos agricultores) e nela informavam que seriam 110 pessoas. Além desta contradição, a nota informava que agora o Poder Executivo irá ouvir a população de forma respeitosa, democrática, e caso a vinda dos índios se concretize, tomará as providências para que este episódio não cause desconforto à população. A nota relata, ainda, que é o Governo do Estado que está tratando da compra desta área de terra e aguarda um desfecho da negociação. Os recursos giram em torno de R$ 17 milhões, sendo nove milhões de reais para a compra da terra e o restante para investimentos na infraestrutura.
Na passeata, algumas faixas traziam os seguintes dizeres: “Queremos explicações”, “Para quê reserva se falta terra?”, “Terra para os nossos filhos”, “Prefeito, de que lado você está?”, “Cadê a participação popular?”. Em frente à prefeitura, foi lida uma ata feita durante uma reunião dos moradores vizinhos à possível aldeia. O documento produzido informou que jamais foi encontrado algum vestígio indígena nestas terras e sim vertentes de água que eram verdadeiras riquezas, por isso deu-se o nome de Riqueza do Oeste. Os moradores mostraram preocupação com este assunto que pode mudar os rumos da história e a exigência é que se faça um plebiscito. A tranquilidade e a desvalorização das terras foi outro ponto lembrado. Foi sugerido que nesta área, então, seja criado um reassentamento de agricultores, que buscam alternativas fora do município para sobreviver.

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Edição 1712 (21-03-2012)

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