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Abastecimento gera debates em SMOeste
O abastecimento de água tem sido prejudicado em São Miguel do Oeste, há algum tempo. A população manifesta desaprovação do serviço oferecido pela Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento). Em razão das manobras feitas para fornecer o abastecimento, boa parte da população fica muito tempo sem água.
Essa questão também foi pauta na sessão da Câmara de Vereadores, quando foi questionado o convênio municipal com a Casan e a histórica falta de água no município. Também foi solicitado ao Executivo que medidas estão sendo tomadas referente ao caso e um relatório sobre valores investidos no sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário, nos últimos quatro anos.
De acordo com o gerente da unidade da empresa de São Miguel do Oeste, Edson de Mello, o convênio com o município é revogado regularmente e está vigente até 2022, mas pode ocorrer mudanças nos próximos meses. Tendo em vista o novo Marco Legal do Saneamento Básico e mudanças gerenciais da Casan, pode ser que a empresa se retire e nova licitação seja lançada para o tratamento e fornecimento da água.
Sobre a história de problemas no abastecimento, Mello explica que há diversos fatores. Além dos problemas com o poço profundo, que é responsável por grande parte do abastecimento da água e justifica, atualmente, sua falta, há o problema do nível do Rio Camboim que está muito baixo.
O gerente, no entanto, sinaliza esperança. "Até que enfim as reclamações chegaram na matriz", afirma, e revela que há um projeto vultuoso em andamento. Trata-se da ampliação do Rio das Flores, que se aprovado resolveria o problema da falta de água. De acordo com ele, o prazo para o projeto é janeiro de 2021, e a partir de então seguirá em discussão. No entanto, o gerente não pode dar maiores informações sobre a novidade.
Mesmo assim, uma questão da chuva é fundamental para que haja o abastecimento. De acordo com levantamento da Epagi (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) a falta de chuvas é um problema que se estende há meses. Diversos municípios da região estão com problemas no abastecimento, e quase 400 famílias estão dependendo do transporte de água. São seis municípios da região que decretaram ou estão planejando decretar estado de emergência referente à questão.
Dados divulgados pela SDE (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável) nesta quinta-feira, dia 8, em conjunto com a Defesa Civil estadual, informam que são quatro cidades em estado crítico, três delas do Extremo Oeste: Itapiranga, Santa Helena, São Miguel da Boa Vista e São Miguel do Oeste.
A estiagem que afeta a região desde abril se agrava e tem previsão de se prolongar. Há, dessa forma, a possibilidade de comprometimento do abastecimento em diversos municípios. As chuvas dessa semana amenizaram levemente a situação, mas ainda são necessárias manobras em São Miguel do Oeste para abastecimento. Acontecem de 12 em 12 horas, mas não é garantido que estes bairros receberão água pelas 12 horas.
Na parte alta da cidade, que contempla os bairros: Estrela, São Sebastião, Andreatta, São Gotardo, São Jorge, Progresso, Santa Rita, Linha Cruzinhas e Área Industrial de Descanso faltará água no período das 12 até às 00h. Na parte baixa da cidade que contempla os bairros: Centro, Agostini, Salete, São Luiz, Sagrado Coração, Cohab, Morada do Sol e Jardim Peperi, faltará água no período das 00 às 12h.
Para fazer reclamações é possível entrar em contato pelo 0800 643 0915, e fazer o agendamento do atendimento, que não está acontecendo de forma presencial.
ENQUETE
O Folha do Oeste fez uma enquete para saber como está a questão do abastecimento, e qual é a opinião da população sobre o contrato com a Casan.
Marta Loro mora no Centro, e conta que não sente a falta de água porque tem poço artesiano, mas tem conhecimento dos problemas. "Na minha opinião está deixando a desejar", afirma.
Sandra Portella Mora perto da Willy Barth, e tem casa também no Jardim Peperi. Ela afirma que em ambos os lugares o fornecimento é péssimo. Diz que falta agua praticamente o dia todo, desde às 11h até 1h da manhã.
Elso Carglini mora na Morada do Sol, afirma que só há água nas caixas de armazenamento, e que no geral não tem fornecimento. "Água não tem, mas ar vem bastante", afirma.
Bruna Dall Agnol mora no bairro Agostini. Ela conta que fica sem água na parte da noite, a caixa de água demora bastante para encher, e fica mais ou menos duas horas por dia sem água.









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