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A ARENA DA DEMOCRACIA
Ainda que pipoquem aqui e acolá situações de favoritismo explícito em troca de voto, Santa Catarina está muito distante da degradação
A ARENA DA DEMOCRACIA
Ainda que pipoquem aqui e acolá situações de favoritismo explícito em troca de voto, Santa Catarina está muito distante da degradação moral de algumas negociatas eleitorais que vêm a público pela imprensa do país. Nosso Estado está bem distante também do terrorismo moral que se tem feito junto à população mais carente com a ameaça de suspensão da Bolsa Família caso não se vote neste ou naquele candidato. Santa Catarina - e São Miguel do Oeste como uma de suas cidades-pólo - têm demonstrado que dá ao voto o seu devido valor. Tem mostrado altivez, dignidade, sabedoria e compreensão da realidade política ao não se dobrar a discursos populistas, promessas mirabolantes ou práticas puramente assistencialistas. Nem mesmo se deixa influenciar pela elevação da temperatura dos embates partidários, na reta final das eleições, e não se contamina com notícias plantadas, sem qualquer apreço à ética.
Povo trabalhador, cioso de seus direitos e deveres, o catarinense quer avançar com suas próprias pernas. O discurso que toca, efetivamente, o coração da comunidade catarinense é aquele que promove a igualdade de condições para que se sobressaia aquele que melhor luta, que mais se empenha, que mais valor confere à sua própria capacidade de empreender. Não é impróprio atribuir essa consciência política à imprensa local. Santa Catarina destaca-se no país por exibir uma grande número de títulos de jornais circulando em suas comunidades e, por conseguinte, um índice de leitura que se distancia em larga medida da média nacional. São Miguel do Oeste é prova disso e nós, do Folha, nos orgulhamos de contribuir para com esse cenário. Somos o mais antigo jornal em circulação na cidade, avançamos pelos municípios vizinhos zelando pela nossa história, pela credibilidade que conquistamos ao longo dessa jornada de compromissos com os interesses da sociedade local. Mesmo cerceado pela Justiça eleitoral - fato inédito em nossa caminhada - o jornal Folha do Oeste, prorcionou aos seus leitores uma informação isenta, plural e democrática, como deve ser a conduta de qualquer veículo de imprensa que espera se manter acima de interesses políticos-partidários. Jamais nossa sobrevivência na imprensa catarinense será creditada a benesses derivadas de viés eleitoreiro.
Neste momento, em que a cidade vai às urnas, é hora de saborearmos aquilo que praticamos em nosso dia-a-dia. Ao fomentar a cidadania, ao levantar a bandeira do voto consciente, ao bradar pela importância que se deve dar ao gesto da escolha dos candidatos - seja para o Executivo ou para o Legislativo - estamos ajudando a solidificar a democracia.
Recomendamos a cada um de nossos leitores a entrar na cabine de votação como se fosse em um templo, pois ela é, de fato, a arena-símbolo do jogo democrático. É nela que cada eleitor, com um simples apertar de botão, vai definir os destinos de uma cidade e colocar quatro anos de sua vida nas mãos de seus governantes.
Miguel Ângelo Gobbi









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