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?Proteja seus rins, salve seu coração?
Com este tema foi comemorado o Dia Mundial do Rim
Pessoas de todo o mundo estiveram mobilizadas em ações no último dia 10, data em que se comemora o Dia Mundial do Rim. O rápido crescimento da Doença Renal Crônica no Brasil e no mundo aponta a necessidade de campanhas preventivas. Neste ano, o tema da campanha foi “Proteja seus rins, salve seu coração” e se constitui em uma oportunidade para chamar os cardiologistas a participarem da prevenção à Doença Renal Crônica.
De acordo com a assistente social da Clínica Renal do Extremo Oeste, Nádia Dalavequia, o número de pessoas portadoras de doenças renais tem crescido de forma alarmante. Segundo a profissional, 80 pessoas da região passam por sessões de hemodiálise. Grande parte dos pacientes não são acompanhados por médicos, e quando descobrem a doença ela já está em estado avançado, trazendo, assim, desestrutura a toda a família. Estimativas de 2006 revelaram que cerca de dois milhões de brasileiros são portadores de doenças renais e aproximadamente 60% não sabem disso. Hoje, existe pouco mais de 90 mil pacientes em diálise e 25 mil transplantados renais com enxerto funcionante. Segundo os organizadores das campanhas preventivas, o objetivo das ações é prevenir, alertar a comunidade, os governantes, os profissionais, enfim toda a sociedade.
As principais medidas preventivas estão na realização anual do exame de creatinina, que é simples e com baixo custo, sendo que por meio dele detecta-se o funcionamento do rim, além de exame de urina. O custo de prevenção é baixo, mas de tratamento não. Os cuidados com a alimentação balanceada e atividades físicas também influenciam na doença, que atinge todas as idades. As três principais causas das doenças renais no mundo são diabetes, hipertensão arterial e glomerulonefrites. Em contraposição ao que é observado em outros países, no Brasil, as duas últimas se mostram como mais frequentes que o diabetes como causa de insuficiência renal crônica terminal. A doença renal é silenciosa, a pessoa pode estar com apenas 25% do funcionamento do rim e não possuir sintomas; enquanto isso, ele vai afetando outros órgãos, por isso a importância dos exames.
No mundo todo, hoje, cerca de 1,5 milhão de pessoas sobrevivem às custas de terapia de substituição renal (diálise ou transplante renal). Este número deve dobrar nos próximos 10 anos, e o custo cumulativo global desses tratamentos para a próxima década deve exceder a US$ 1 trilhão. Estes custos podem prejudicar os orçamentos destinados à Saúde Pública em países desenvolvidos. Acredita-se que os países menos desenvolvidos ou em desenvolvimento simplesmente não terão condições econômicas de tratar adequadamente os doentes renais crônicos. Mais de 80% dos pacientes que fazem diálise estão nos países desenvolvidos. Em muitos países subdesenvolvidos, só uma minoria tem acesso ao tratamento. De acordo com dados da SBN (Sociedade Brasileira de Nefrologia), no Brasil, o custo do tratamento de substituição renal está em torno de R$ 2 bilhões por ano, o que representa um percentual importante do orçamento da Saúde. Como esses números revelam, a situação é cada dia mais preocupante.
CAMPANHA
Em São Miguel do Oeste, a Campanha de Prevenção contra Doenças Renais Crônicas foi desenvolvida no último sábado, dia 12. Nesta data, na sede do Sesc, foram realizados medição de pressão arterial, teste de glicose e exame de creatinina, que é um substância pela qual se pode medir a função dos rins. Funcionários da Clínica Renal estiveram orientando as pessoas sobre como pode ser feita a prevenção da doença. Compareceram ao local 82 pessoas, sendo que todas foram atendidas. Desta forma, os organizadores consideram o evento um sucesso.









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