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Evento discute políticas de inclusão para estudantes autistas

  • Agência AL -

Cerca de 900 pessoas, entre profissionais das áreas da saúde, educação, e assistência social, representantes de órgãos públicos e de entidades ligadas às pessoas com deficiência, reuniram-se nesta sexta-feira, dia 24, no campus da Unoesc de São Miguel do Oeste, para participar do seminário estadual "Autismo: Diagnóstico, Intervenção Precoce e Comportamento”.

O evento foi promovido pela Assembleia Legislativa, por meio da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Espectro Autista e da Escola do Legislativo, e integra um ciclo de seminários que têm como objetivo principal discutir políticas públicas de inclusão escolar e fomentar informações sobre a intervenção precoce e comportamento de alunos com autismo.

A palestra de abertura teve como tema a avaliação biopsicossocial da pessoa com deficiência e foi ministrada pela psicopedagoga Juliana Buratto dos Santos Pereira, que atua na Fundação Catarinense de Educação Especial.

De acordo com Juliana, o sistema pretende unificar e estabelecer, em todo o país, a forma de avaliar a funcionalidade da pessoa com deficiência, isto é, seu grau de autonomia. A regulamentação final, entretanto, segue em debate desde 2007, ano em que foi proposta. Ela disse esperar que a avaliação biopsicossocial seja estabelecida no país o mais breve possível, tendo em vista as vantagens que proporciona para o estudante autista.

“Esta avaliação considera todos os aspectos, como estrutura, função do corpo, atividade, participação, para garantir igualdade de oportunidades. Que as oportunidades sejam iguais para todos, em todos os contextos da sociedade.

Já a pedagoga Jéssica Vieira, que atua como professora na FCEE, ministrou palestra sobre o perfil cognitivo das pessoas com autismo, as práticas e os elementos de ensino voltados para este público.

Em sua fala, ela destacou a importância de se entender o funcionamento do cérebro do aluno autista para favorecer sua inclusão. Segundo disse, ao formar um perfil, é possível para o educador formular propostas pedagógicas, metodologias e estratégias, tais como a utilização de apoio visual, para qualificar o processo de independência e autonomia dos estudantes.

“Quando a gente entende esse funcionamento cerebral e avalia ele, a gente consegue pensar em uma metodologia e uma estratégia direcionada para aquela pessoa e não generalizar um conceito para todos”, destacou.

Presente ao evento, a supervisora da Coordenadoria Regional de Educação de São Miguel do Oeste, Rosangela Fiametti, destacou a importância de se investir na qualificação dos profissionais que atuam na educação especial.

“Neste momento, a importância é a discussão, a compreensão da condição do estudante autista. Então, como a gente tem muitos casos de autismo hoje na nossa rede, a gente precisa ter a formação do nosso professor, que é quem está lá na ponta. Dar condições para que ele entenda e possa ser o suporte para esse estudante e garantir o processo de ensino e aprendizagem dele”, declarou.

O seminário estadual "Autismo: Diagnóstico, Intervenção Precoce e Comportamento” conta ainda com o apoio da Fundação Catarinense de Educação Especial, Tribunal de Contas do Estado, Fecam, Udesc, Fundação InoversaSul e Federação das Amas de Santa Catarina. As próximas etapas do evento acontecem em Joinville (27/06) e Criciúma (8/07).


Características do autismo


O TEA (Transtorno do Espectro Autista), ou simplesmente autismo, é uma condição neurológica que afeta o desenvolvimento da comunicação social e das habilidades de interação social, além de contar com padrões repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.

Os sinais do autismo podem variar significativamente entre indivíduos, mas podem incluir dificuldades com a comunicação verbal e não verbal; dificuldades em entender e expressar emoções; falta de interesse em atividades sociais e de interação social; comportamentos repetitivos e estereotipados; e hipersensibilidade ou insensibilidade sensorial.

Embora o autismo possa trazer desafios significativos para os indivíduos afetados e suas famílias, muitas pessoas com o transtorno são capazes de levar vidas plenas e produtivas, com o suporte e recursos adequados.



Agência AL

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