Vereadores do PT defendem o Governo Federal em sessão

Vereadores do PT defendem o Governo Federal em sessão
Arcevo Folha do Oeste

A defesa ocorreu durante a sessão ordinária desta terça-feira, 3, quando uma moção de apelo foi aprovada pelos vereadores, em São Miguel do Oeste. O documento tem como destino a presidente Dilma Rousseff e o governador Raimundo Colombo, e pede que os chefes do Executivo federal e estadual reduzam a carga tributária dos combustíveis utilizados principalmente no transporte e produção de alimentos. Na moção, os vereadores pedem que sejam reduzidos os impostos dos combustíveis a fim de reduzir os custos de atividades como o transporte e produção de alimentos. Eles também solicitam que seja dada atenção às manifestações dos caminhoneiros e agricultores, que buscam melhores condições de trabalho, qualidade de vida e preservação das atividades que desenvolvem.

O documento foi assinado por todos os vereadores da Casa - exceto Valnir Sharnoski que não participou da sessão, pois tomará posse nesta quarta-feira como presidente da União dos Vereadores de Santa Catarina (Uvesc).

 

A DEFESA

Maria Tereza Capra (PT) defendeu a atitude do legislativo migueloestino, mas lembrou que o preço dos combustíveis não depende só do governo federal, e sim de uma série de fatores como a lei de mercado, o ICMS – que é cobrado pelo governo estadual – entre outros. Preocupada com o uso político da paralisação, a petista defendeu o governo federal.

“Nós não podemos concordar que uma manifestação que nasceu de uma necessidade e do sofrimento de uma classe, seja abraçada e usurpada por algumas pessoas que queiram dar algum golpe político. Por isso que, por unanimidade, subscrevemos essa moção de apelo para que a nossa presidente da república estude e reduza o preço do combustível naquilo que for possível, que seria a redução dos tributos federais. Mas pedimos para que o governo estadual também se sensibilize e reduza o preço do ICMS que é um dos maiores do país”, apela a vereadora.

Juarez da Silva (PT), como ex-sindicalista, elogiou a atitude dos caminhoneiros que iniciaram a greve, porém foi ríspido com os que, a seu ver, usaram a greve para atacar seu partido. “Eu não aceito movimento fascista!”, bradou o vereador. E ainda foi veemente com quem pediu, durante as manifestações, impeachmeant de Dilma Rousseff.

“Não adianta chegar lá e gritar ‘fora presidente” se não tiver organização. Se não tiver um processo que possa mobilizar o país todo e colocar claramente quais são os objetivos... a gente não pode se pautar pela cabeça dos grandes e estar a serviço de uma burguesia que só quer os seus lucros”, exclamou Juarez.

Inconformado com o apoio que o movimento dos caminhoneiros ganhou de alguns setores da sociedade, Juarez avisou: “eu quero ver se vamos ter o mesmo apoio com a greve dos professores estaduais. Vamos ver se as empresas, a imprensa, os donos de frigoríficos vão lá mandar carne, mandar água, mandar gente pra dar apoio aos professores”.

Outros vereadores da casa também se manifestaram com relação ao assunto. José Giovenardi (PR) criticou a aprovação da Lei dos Caminhoneiros, que segundo ele beneficiará grandes empresas e contribuirá para piorar a condição das estradas, ao liberar sobrepeso nos carregamentos de caminhões. Idemar Guaresi (PR) afirmou que o grande perdedor dessa greve foi o agricultor, e que Santa Catarina tem risco de perder a certificação animal e mercados de exportação de alimentos.

Vanirto Conrad (PDT) falou que o brasileiro sofre com a alta carga tributária, e que muitas coisas devem ser revistas. Já Gilberto Berté (PMDB) disse que se preocupa com os reflexos na economia regional por possíveis perdas na exportação. Cláudio Barp (PMDB) afirmou que em alguns dias a população sentirá os reflexos da greve na agricultura, com a falta de produtos. Sobre a situação política nacional, Barp disse que “não adianta trocar o morador se a casa tem goteiras. Temos um sistema que precisa ser mudado, é preciso uma reforma política completa”. Por fim, Cris Zanatta Massaro (PMDB) advertiu que a população não pode colocar todos os políticos na vala comum, e que cada pessoa deve fazer sua parte, votando certo e não sendo conivente com condutas erradas.

 

 

 

 

Veja a crítica de José Giovenardi (PR) à Lei dos Caminhoneiros:

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