LEGISLATIVO

Veja o perfil dos candidatos de SMOeste

Veja o perfil dos candidatos de SMOeste
Arquivo Folha do Oeste

Conforme dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, é possível estabelecer um perfil do tipo de candidatos do município de São Miguel do Oeste. De acordo com o banco de informações, cerca de 42% dos candidatos que estão cadastrados para concorrerem às eleições em SMOeste tem Ensino Superior completo e 31% tem apenas Ensino Médio. A média de idade dos pré-candidatos a vereadores é de 55 a 59 anos. O mais velho tem 87 anos e a mais nova tem 24. A maioria dos candidatos é nascido entre os anos 60.

Juliana Concheski dos Santos (PSL), candidata pela primeira vez, é a mais nova a se colocar à disposição do cargo de vereadora. Ela conta que apesar disso, pensa que deveria ter começado a se envolver nesse meio antes. "Porque mesmo antes de nascermos, já estão elaborando leis com deveres e direitos para as pessoas", informa.

Juliana conta que o que a motivou a entrar cedo na política é a indignação com os direitos cada vez mais longe das pessoas. "As responsabilidades e deveres que são do poder público, estão sendo transferidos para a população.", comenta.

Das mulheres, a maioria está entre a faixa dos 55 a 59 anos. Juliana tem 24 e por isso se diferencia das outras candidatas mulheres. A maioria dos candidatos homens está na faixa dos 50 a 54 anos e apenas uma pessoa está na faixa entre os 85 a 89 anos, que é Odemar Marques (PDT). São apenas 16 candidatos em toda a região Sul que estão compreendidos nessa faixa etária, de um total de cerca de 91 mil pessoas. Em Santa Catarina, são apenas duas pessoas com mais de 85 anos.

Outro ponto importante nesse sentido é participação feminina. Em SMOeste são 65,3% dos candidatos homens, e apenas 34,7% mulheres. "A participação das mulheres é super importante na política, não só pelo fato de defender nossos direitos, acredito que a mulher é muito mais sensível que o homem e isso faz a balança harmônica da política andar mais suave e ser melhor compreendida. Porém, a mulher tem que gostar de fazer política, para ser produtiva e disputar de igual com um candidato de sexo oposto", opina Juliana. Marques também comenta essa questão. "Mulher é mais firme na política do que os homens, os homens levam na brincadeira, elas levam a sério. Sou homem mas, de fato, sabemos que as mulheres trabalham mais", comenta.

Além da participação feminina, a participação da população em geral é um ponto que chama a atenção. Juliana acredita que todos deveriam dar um pouco de contribuição na política. "Acredito que participando, a chance de errar será menor", diz a candidata. Segundo Marques é necessário evitar que as pessoas se mantenham afastadas do assunto. "É importante a participação do povo com aquela vontade de gostar da política", afirma. Para ele, somente assim é possível evitar processos antidemocráticos, como uma ditadura.

Odemar é nascido no município de Imigrante no Rio Grande do Sul, e conta que se envolveu na política desde pequeno, auxiliando na divulgação e propaganda de candidatos. "Mas eu era muito tímido para falar no microfone. Hoje eu estou aprendendo. Fui à Brasília duas vezes, na primeira vez eu fiz três discursos e fui aplaudido", comenta. Ele também informa que sua principal motivação é lidar com o povo.

Divergindo em algumas questões e se conectando em outras, ambos representam uma transição importante na política, com a diversificação de candidatos.

Com as novas regras para a participação feminina o número de candidatas mulheres aumentou. Também são mais candidatos mais jovens na disputa. Em SC, em 2016 eram 415 candidatos entre a faixa etária dos 21 a 24 anos. Neste ano, são 519 nesta idade.

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