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Veja como buscar ajuda em SMOeste
O Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio é no dia 10 de setembro. De acordo com o psicólogo (CRP/SC 12/18.857), Membro da Abeps (Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas em Suicídio), Abel Petter além deste dia, a campanha acontece durante todo o mês e é importante justamente para informar a população sobre a necessidade de trazer a tona este debate, uma vez que o suicídio é considerada uma questão de saúde pública.
Um estudo divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde apontou que a mortalidade por suicídio na região Extremo Oeste de Santa Catarina apresentou coeficiente de 11 a cada 100 mil habitantes no ano 2001, sendo superior ao coeficiente de mortes por homicídio na região, número acima da média nacional e estadual. Em uma análise feita no período de 2010 a 2015 na região, os dados apontaram que os casos de suicídio são 85% em homens e de 15% em mulheres. Além disso também apontou que as faixas etárias em que mais ocorreram as mortes estão entre 41 e 60 anos de idade.
Petter afirma que no mundo morrem em torno de 800 mil pessoas por ano em decorrência do suicídio, mais mortes que o total causado por guerras no mesmo período. "Foram óbitos que não aconteceram por acidentes ou causas naturais, foram pessoas que escolheram tirar a própria vida", diz. Além do impacto na sociedade há um impacto na família. "São mortes extremamente violentas, pegas de surpresa", complementa.
O setembro amarelo tem como objetivo levar informação a quem precisa, para que pessoas que presenciam alguém ou que estejam propriamente nesta situação saibam como agir, encaminhar e buscar ajudar. A campanha vem para trazer informação e conhecimento.
A maioria das pessoas prestes a cometer suicídios emitem sinais. Algumas pessoas conseguem mascarar o sentimento, não demonstram, mas a maioria, de acordo com o profissional, demonstra de alguma forma. Ficam mais tristes ou irritadas, perdem o interesse e o prazer por coisas que antes gostavam ou se isolam. Mas não são todas as pessoas que deixam extravasar sinais de que algo não está bem. Por isso, é importante estar atento aos fatores de risco, como por exemplo atitudes autodestrutivas, dentre elas alcoolismo, vícios, alimentação descompensada, ou até mesmo automutilação. Também é possível perceber que essas pessoas podem estar desesperançadas com sua vida.
As principais causas do suicídio são muito particulares, e envolvem diversas questões. Todos os casos têm dinâmicas, famílias, e formas diferentes de lidar. Entre os principais motivos podem constar abusos como os abusos sexuais, de autoridade, e outros, negligência, isolamento, tentativa recorrente de suicídio, transtornos mentais (dentre eles a depressão, ansiedade, transtorno bipolar, transtorno de esquizofrenia) e outros. Das patologias psicológicas, a depressão é a principal delas, de acordo com o profissional, pois deprime o sistema nervoso central é considerada uma das doenças mais incapacitantes do mundo. Fatores econômicos também podem ser a motivação, bem como falta de apoio social nestas questões.
É importante também, neste mês, não só manifestar a necessidade de buscar ajuda, mas também acolher a pessoa, demonstrando empatia, e mostrar canais efetivos de axílio. Em São Miguel do Oeste, há alguns meios de receber atenção em relação a este tipo de sentimento. Conversar com agentes de saúde quando visitam a família, por exemplo, marcar uma consulta com o médico do posto e buscar atendimento no Caps (Centro de Atenção Psicossocial), são atitudes que podem dar o apoio necessário. Também é possível buscar ajuda com amigos, colegas de trabalho, e com quem for mais acessível e confiável no momento. Essas são algumas formas de buscar auxílio, e Petter ressalta que é diferente do tratamento. O tratamento deve ser feito com psicólogos ou psiquiatras habilitados.
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