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Unoesc recebe estudante cega
Já passaram pela Unoesc, campus de São Miguel do Oeste, cerca de 20 estudantes com necessidades especiais, em sua maioria jovens com problemas de audição. Neste ano, a universidade se prepara para receber uma estudante cega, que também necessitará de atenção diferenciada.
Cristiane Carla Wronski, de 19 anos, descolou a retina aos 6 anos em um acidente que a levou à perda total da visão. “Os médicos não sabem ao certo o que houve, apenas nos falaram que de alguma forma a retina se descolou, pode ter sido por causa de um tombo ou uma batida forte na cabeça. Desde esta idade ela não vê”, explicou a mãe da estudante, Maria Wronski.
Apesar da dificuldade que alterou o modo de viver, Cristiane cresceu colecionando vitórias. Concluiu o Ensino Médio sem nunca pegar recuperação, aprendeu e se dedica ao estudo do Braille (código utilizado para leitura de texto, baseado em pontos tácitos), o qual lê e escreve com muita facilidade. “Quando não conseguimos os materiais da escola em Braille, lemos as apostilas e Cristiane passa tudo para o computador, depois um programa lê os textos, e ela transcreve tudo para o Braille”, disse a mãe.
Nesta segunda-feira, dia 21, Cristiane participou da primeira aula do curso de Psicologia em São Miguel do Oeste. “Eu sempre pensei em fazer alguma coisa para ajudar as pessoas que estão com o mesmo problema que eu, principalmente as crianças. Hoje, não existe muita gente especializada nesta área. Eu, por estar convivendo com este problema desde criança, sei quais são as dificuldades e o que elas mais precisam”, disse a caloura.
Há cerca de dois anos, a Unoesc campus de São Miguel do Oeste iniciou estudos buscando se adequar no sentido de receber estudantes com necessidades especiais. Além de desenvolver pesquisas nesta linha, a instituição tem implantado rampas, corrimões, elevadores e sinalização para facilitar a locomoção destes estudantes. Segundo a pró-reitora acadêmica da Unoesc, campus de São Miguel, professora Marilene Stertz, a instituição proporcionará para Cristiane profissionais que a acompanharão nos primeiros dias e traduzirão conteúdos para o Braille. Também serão implantadas sinalizações que facilitarão o deslocamento dela pelo campus. A universidade cederá um notebook à acadêmica com um programa específico para o auxílio em seus estudos.









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